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sexta-feira, 6 de maio de 2016

X-Men Origens Wolverine

Com o encerramento do terceiro filme, tinha-se aberto uma possibilidade muito interessante para os mutantes no cinema: os filmes-solo.
E era óbvio que o primeiro e preferido de todos para ganhar um filme só seu seria o Wolverine.

Foi assim que, convidado pelo estúdio da Fox, o diretor sul-africano Gavin Hood (que havia conquistado até o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2006, por “Infância Roubada”) assumiu as rédeas para o filme que prometia jogar uma luz sobre todo o mistério envolvendo a origem de Logan (Hugh Jackman, independente de qualquer coisa, sempre perfeito no papel): Em meados do Século XIX, o jovem James Logan Howlett foge de casa com seu suposto meio-irmão Victor, ao descobrir uma mutação que o torna diferente. Nas décadas que virão eles perceberão que não envelhecem e que seus corpos curam-se extraordinariamente rápido, características que os tornam ótimos soldados. Assim, por volta dos anos 60, já no Século XX eles serão recrutados pelo General Striker, militar maquiavélico e manipulador que levará Logan, já com o codinome de Wolverine, a submeter-se a uma experiência em que seu esqueleto receberá enxertos de um poderoso metal chamado Adamantium.
Um dos muitos grandes problemas enfrentados pelo filme, foi a pressão exercida pelo estúdio (com a qual o diretor Hood, vindo de um ambiente criativo completamente distinto, não soube lidar), que sempre foi tirada de letra quando o diretor era Bryan Singer, sempre sagaz, firme e convicto da forma como queria fazer seu trabalho. Dessa forma (sem uma mente dotada de genuína visão artística para controlar o complexo processo de criação que resulta das filmagens), o filme que chegou aos cinemas, apesar das ótimas presenças de Hugh Jackman e de Liev Schreiber, era equivocado, desleixado, mal trabalhado e mal adaptado dos quadrinhos.
Hoje é lembrado como uma das piores adaptações já feitas e nem sequer foi considerado na cronologia pelos filmes seguintes.

domingo, 15 de novembro de 2015

John Carter - Entre Dois Mundos

Um dos mais subestimados filmes dos últimos tempos, esta bem elaborada adaptação do clássico centenário de Edgar Rice Burroughs (o mesmo autor de "Tarzan), não teve –e até este momento ainda não tem –o devido reconhecimento por suas qualidades. O tempo deve encarregar-se de torná-lo um desses cults que as futuras gerações de cinéfilos haverão de descobrir. 
Capitão do exército confederado na Guerra Civil Norte Americana, John Carter um dia entra por acaso numa guerra intergaláctica quando acaba teleportado para o planeta Marte, e suas novas habilidades (ele é muito mais rápido e forte naquela gravidade reduzida) servirão, entre outras coisas, para livrar de um casamento arranjado com um tirano, a bela princesa do lugar. 
Marcando a estréia em filmes de live-action (com atores reais) do diretor Andrew Stanton, de vários ótimos longas de animação da Pixar como "Procurando Nemo" e "Wall-E", não é por acaso que o expectador achará enormes similaridades entre este filme e “Star Wars” ou “Avatar” e outras obras clássicas da ficção científica e da cultura pop: Todos eles foram, em alguma medida, influenciados pelo livro de Burroughs. 
E o trabalho do diretor Stanton honra, em todos os aspectos, esse legado: Sua direção é sofisticada, elegante, repleta de preciosismos inspirados que acrescentam uma gama de detalhes encantadores às cenas monumentosas que ele concebe. 
Há alguns erros neste filme, sim (a narrativa se estende demasiado, fruto talvez do fascínio do diretor pelo material; ele deixa-se levar por um exceto de inserções de flashback, que engessam o ritmo de uma de suas melhores cenas de batalha –uma edição que enxugasse tudo isso faria muito bem ao filme), mas são erros tão pequenos e insignificantes diante de seus inúmeros acertos que parece improvável relacionar a eles o seu fracasso comercial. 
Fica aqui então a minha dica de “John Carter” como um filme a ser descoberto.