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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Ligeiramente Grávidos


O filme responsável por revelar o ator Seth Rogen, o talentoso diretor de comédias Judd Apatow –tão mais notável pela rara demanda de talentos genuínos para esse gênero que Hollywood possui –e por promover uma aparentemente auspiciosa transição (que não se concretizou) da bela atriz Katherine Keigl da TV (onde fazia o seriado “Grey’s Anatomy”) para o cinema é, com mérito, considerado um dos melhores da década de 2000-2010.
Ilustra com propriedade a máxima de que a mais simples história pode adquirir ares notáveis desde que realizada com habilidade.
No caso, não existe qualquer intenção de inovação na trama que une romance e comédia, a respeito de dois indivíduos incompatíveis, mas cujos caminhos se cruzam num enlace afetivo –uma comédia romântica, veja só!; Ben (Rogen, extremamente carismático) é um maconheiro de 23 anos que mal se dá conta de que deixou a adolescência.
Alisson (Heigl, linda e interessante) é funcionária de uma rede de TV, bela, ambiciosa e não raro com olhos só para o trabalho.
Após uma noite de bebedeira onde ela comemora uma aguardada promoção e ele, junto dos amigos alienados, faz o de sempre, esse improvável casal descobre que tem pelo menos uma coisa em comum: Eles terão juntos um filho!
Nos hilários nove meses que se seguem à gestação, eles irão descobrir cada qual as responsabilidades da paternidade, os contra-tempos da vida a dois, e encontrarão, inesperadamente, carinho e companheirismo um no outro.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Casamento de Verdade

Katherine Heigl é uma atriz tão atrelada ao gênero de comédia romântica (ela quase sagrou-se como uma espécie de substituta de Meg Ryan e Sandra Bullock) que corremos o risco, bastante justificável, de que é disso que se trata este filme. Mas, o registro de “Casamento de Verdade” é muito mais dramático.
Talvez um pouco de humor até fizesse bem à mistura.
Katherine é Jenny, uma jovem assistente social há anos envolvida com Kitty, interpretada por Alexis Blender –e não há dúvidas de que as duas belas atrizes escolhidas para ser o casal central são um fetiche à parte, mas, falemos do filme...
Com a data do aniversário de casamento de seus pais (Tom Wilkinson, pontual em sua rabugentice, e Linda Emond) se aproximando, Jenny se aproxima cada vez mais de contar toda verdade a eles, de que é homossexual, e que deseja casar e ter filhos com Kitty.

É, portanto um daqueles filmes que exala sensibilidade e discorre sobre a mensagem de aceitação de gêneros. Curiosamente, ele soa um bocado conservador, no tratamento extremamente convencional que dá ao material, dando a entender que, guardados os devidos ajustes, roteiro e direção falam de algo que não compreendem, ou do qual são incapazes de expressar sua devida compreensão. A personagem de Alexis Blender é completamente ausente da maior parte da trama e de seus desdobramentos, e essa é uma decisão que incomoda, evidenciando certa superficialidade no filme e minando a espontaneidade na interação dos personagens –e, por conseguinte, de seus atores.