A franquia que por razões ora mercadológicas, ora afetivas, nem a Pixar nem a Disney conseguem deixar de lado, está de volta. Isso depois de um desfecho (em “Toy Story 4”) que parecia encerrar em definitivo a história dos brinquedos que ganham vida quando os humanos não estão olhando.
Agora, com o protagonismo transferido de Woody
e Buzz Lightyear (que ainda são importantes ao plot, não tenha dúvidas) para a vaqueira Jessie (a exemplo do que
já havia sido experimentado com sucesso no curta-metragem “Toy Story de Terror”),
encontramos Bonnie, a dona dos brinquedos desde “Toy Story 3”, um pouco mais
crescida, com cerca de seus oito anos de idade. Bonnie encontra obstáculos em fazer
amigos entre as outras crianças das redondezas por uma razão peculiar: Bonnie é
daquelas crianças à moda antiga, ou seja, gosta de brincar com brinquedos,
diferente das outras que agora, descoladas, têm todas um tablet para lhes prender a atenção.
É a tecnologia e o chamado tempo de tela (uma
pauta que tem preocupado muito os pais e os especialistas) finalmente entrando
num assunto de discussão dentro da franquia.
A fim de ajudar Bonnie a socializar, os pais
lhe compram um tablet do momento,
Lillypad (voz de Greta Lee, de “Vidas Passadas”) que rapidamente captura por
inteiro a atenção da criança – outrora sempre a brincar com Jessie e os outros,
agora, Bonnie passa as horas do dia vidrada na tela do aplicativo.
É assim que Jessie, Buzz e os demais brinquedos
recorrem à Woody, que agora atua como um salvador de brinquedos perdidos ao lado
da destemida Betty – cada vez mais e mais brinquedos são deixados de lado por
conta do acesso dos pequenos à tecnologia.
Entretanto, a verdadeira saída para resolver os
problemas de Bonnie é encontrar para ela uma amiguinha que compartilhe de suas mesmas
afinidades – ou seja, que também goste de brincar com brinquedos – e, ao
compreender isso instintivamente, Jessie embarca numa jornada que irá leva-la a
rever momentos de seu passado traumático (mostrados em “Toy Story 2”) quando
foi abandonada por sua primeira criança quando esta cresceu.
Há ainda uma divertida trama paralela, na qual
acompanhamos um grupo numeroso de astronautas de brinquedo, todos da linha de
Buzz Lightyear, que despertam quando suas caixas abrem após o naufrágio do contêiner
onde todos eram transportados. Tal e qual o Buzz original no primeiro “Toy
Story”, todos eles acreditam ser patrulheiros espaciais legítimos (!), e seguem
os indícios que creem leva-los até o Comando Estelar – e que acabam fazendo-os
cruzar com os protagonistas de modo um tanto engraçado.

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