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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Os Indicados Ao Globo de Ouro 2022


 Foram anunciados ontem (dia 13) os indicados pela Imprensa Estrangeira ao Globo de Ouro, um dos mais importantes prêmios da temporada de premiações. Como sempre, disponibilizo aqui os indicados nas categorias de cinema:

MELHOR FILME - DRAMA

Belfast

CODA: No Ritmo do Coração

Duna

King Richard: Criando Campeãs

Ataque dos Cães

MELHOR DIREÇÃO

Kenneth Branagh, Belfast

Jane Campion, Ataque dos Cães

Maggie Gyllenhaal, A Filha Perdida

Steven Spielberg, Amor, Sublime Amor

Denis Villeneuve, Duna

As chances de “Duna”, de Denis Villeneuve, brilhar são grandes, visto que seus concorrentes (com exceção de “Belfast”) são obras que não chegaram a suscitar tanto apelo. Na categoria de direção, contudo, a formidável ficção científica de Villeneuve se choca com o outro grande trabalho cinematográfico do ano: O aclamado musical de Steven Spielberg. Destaque também para a presença de duas mulheres entre os diretores; a veterana Jane Campion (de “O Piano”) de volta após 12 anos sem entregar um trabalho em cinema; e a atriz Maggie Gyllenhaal, surpreendendo em sua estréia como diretora.

MELHOR FILME - COMÉDIA/MUSICAL

Cyrano

Não Olhe Para Cima

Licorice Pizza

Tick, Tick... Boom!

Amor, Sublime Amor

A verdadeira briga de titãs. “Cyrano” e “Licorice Pizza” veem abrilhantados com a aclamação da crítica, mas “Amor Sublime Amor”, de Spielberg, em especial, tem se revelado um rolo compressor nas premiações: Praticamente todos estão ovacionando o musical do mesmo realizador de “O Resgate do Soldado Ryan”. Ainda assim, seus concorrentes como a sátira política e científica “Não Olhe Para Cima” e o brilhante “Tick, Tick... Boom!” não devem ser menosprezados e podem impressionar.

MELHOR ROTEIRO EM FILME

Paul Thomas Anderson, Licorice Pizza

Kenneth Branagh, Belfast

Jane Campion, Ataque dos Cães

Adam McKay, Não Olhe para Cima

Aaron Sorkin, Being the Ricardos

MELHOR ATOR EM FILME - DRAMA

Mahershala Ali, Swan Song

Javier Bardem, Being the Ricardos

Benedict Cumberbatch, Ataque dos Cães

Will Smith, King Richard: Criando Campeãs

Denzel Washington, A tragédia de Macbeth

MELHOR ATRIZ EM FILME - DRAMA

Jessica Chastain, The Eyes of Tammy Faye

Olivia Colman, A Filha Perdida

Nicole Kidman, Being the Ricardos

Lady Gaga, Casa Gucci

Kristen Stewart, Spencer

A obra de Aaron Sorkis, o tão aguardado “Being The Ricardos” terminou sendo lembrada nestas três categorias, o que sinaliza que será com as indicações mesmo que ele deverá se contentar –ao menos no Globo de Ouro. É também curioso notar que esperado filme dos Irmãos Coen, “A Tragédia de Macbeth” recebeu somente a indicação de ator dramático para Denzel Washington, e o tão cotado “Casa Gucci”, de Ridley Scott, foi lembrado apenas com a nomeação de atriz dramática para Lady Gaga. Descontando essas nomeações dispersas com cara de ‘prêmio de consolação’, o favoritismo paira ligeiramente sobre Benedict Cumberbach, por “Ataque dos Cães” (um dos filmes com maior número de indicações) e –pasmem! –sobre Kristen Stewart, que vem surpreendendo muita gente que seu desempenho irretocável como Princesa Diana na obra de Pablo Larraín.

MELHOR ATOR EM FILME - COMÉDIA/MUSICAL

Leonardo DiCaprio, Não Olhe Para Cima

Peter Dinklage, Cyrano

Andrew Garfield, Tick, Tick... Boom!

Cooper Hoffman, Licorice Pizza

Anthony Ramos, Em Um Bairro em Nova York

Há algo de particularmente sensacional na escalação do sempre magnífico Peter Dinklage para viver Cyrano de Bergerac, dando um viés diferenciado à famosa e trágica farsa romântica; ele tem pela frente a competição de Andrew Garfield, uma das grandes atuações do ano, e o sempre bem-quisto Leonardo Dicaprio numa produção à qual a Netflix depositou todas as suas fichas.

MELHOR ATRIZ EM FILME - COMÉDIA/MUSICAL

Marion Cotillard, Annette

Alana Haim, Licorice Pizza

Jennifer Lawrence, Não Olhe Para Cima

Emma Stone, Cruella

Rachel Zegler, Amor, Sublime Amor

Rachel Zegler vem sendo apontada como a grande revelação do filme de Steven Spielberg, recebendo a aclamação inclusive que nem mesmo Natalie Wood recebeu interpretando a mesma personagem no “Amor Sublime Amor” de 1962, mas a briga pelo prêmio de atriz dramática parece opor um trabalho essencialmente comercial (“Cruella”, com Emma Stone, bastante inesperado), a um incontornavelmente alternativo (“Licorine Pizza”, com Alan Haim) e um terceiro que curiosamente mescla (ou tenta) essas duas vertentes (“Não Olhe Para Cima”, com Jennifer Lawrence). Correndo por fora, Marion Cotillard, que vez ou outra surpreende, com um elogiado filme falado em francês.

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM FILME

Ben Affleck, The Tender Bar

Jamie Dornan, Belfast

Ciarán Hinds, Belfast

Troy Kotsur, No Ritmo do Coração

Kodi Smit-McPhee, Ataque dos Cães

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM FILME

Caitriona Balfe, Belfast

Ariana DeBose, Amor, Sublime Amor

Kirsten Dunst, Ataque dos Cães

Aunjanue Ellis, King Richard: Criando Campeãs

Ruth Negga, Identidade

As categorias de coadjuvantes trazem algumas surpresas como Ben Affleck (segundo consta, em um de seus melhores momentos) e Jamie Dornan (deixando para trás a sombra de “Cinquenta Tons de Cinza”); inclusive, seu filme, “Belfast” pode sair agraciado bem aqui, como Ator Coadjuvante, seja por ele ou por seu colega de cena o veterano (e excelente) Ciarán Hinds. Entre as atrizes, “Belfast” também marca presença com a maravilhosa Caitriona Balfe (vista também em “Ford Vs Ferrari”), mas a competição é dura: Ali está Kirsten Dunst (uma atriz que tem melhorado ainda mais com o tempo) e a favorita Ariana DeBose, encantando a crítica com uma interpretação vulcânica da mesma personagem pela qual a veterana Rita Moreno já levara o mesmo prêmio há setenta anos atrás! Irá a mágica se repetir?

MELHOR TRILHA SONORA EM FILME

Alexandre Desplat, A Crônica Francesa

Germaine Franco, Encanto

Jonny Greenwood, Ataque dos Cães

Alberto Iglesias, Madres Paralelas

Hans Zimmer, Duna

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL EM FILME

"Be Alive" - Beyoncé (King Richard: Criando Campeãs)

"Dos Oruguitas" - Sebastian Yatra (Encanto)

"Down to Joy" - Van Morrison (Belfast)

"Here I Am (Singin' My Way Home)" - Jennifer Hudson (Respect)

"No Time to Die" - Billie Eilish (007 - Sem Tempo Para Morrer)

É na categoria de trilha sonora (e somente nela!) que surge um dos filmes até então muito alardeados para a temporada de premiações, o desigual e autoral “A Crônica Francesa”, de Wes Anderson. Mas, é possível que as chances do trabalho de Anderson se multipliquem no Oscar uma vez que (a exemplo de seu “O Grande Hotel Budapeste”) o filme tem inúmeros predicados técnicos a serem lembrados em outras categorias que o Globo de Ouro não tem –o mesmo vale para o fenomenal “Duna” que, penso eu, deve se sair ainda melhor! Já, na categoria de canção original é bem provável que, por falta de um concorrente mais memorável, o prêmio acabe indo para último “007” a encerrar a prestigiada fase de Daniel Craig no papel de James Bond –se bem que uma das animações da Disney está lá competindo...

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Compartment Number 6

Drive My Car

A Mão de Deus

A Hero

Madres Paralelas

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

Encanto

Flee

Luca

My Sunny Maad

Raya e o Último Dragão

E por falar nas animações da Disney; nada menos do que três delas (todas, exclusivas da plataforma Disney Plus) marcam presença na categoria de animação, sendo “Luca”, o trabalho que representa a excelência da Pixar e, por isso mesmo, a grande favorita. A categoria de filme estrangeiro, uma das mais mornas, parece oferecer poucas alternativas que não a vitória de Pedro Almodóvar mais uma vez; e ele vem ainda por cima com uma obra elogiadíssima, onde volta a se encontrar com uma de suas mais reluzentes musas, a fabulosa Penelope Cruz.

Os vencedores, e portanto aqueles que terão mais chances a conquistar o careca dourado, serão anunciados na noite do dia 9 de janeiro de 2022.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Nasce Uma Estrela

Por muito tempo, Clint Eastwood acarinhou este projeto, a mais nova versão de uma premissa que vem sendo sistematicamente reaproveitada pelo cinema ao longo das gerações –há, até então, cinco versões de “Nasce Uma Estrela”! –inclusive muito foi ventilado o nome de Beyonce como protagonista.
Entre aquelas idas e vindas que são muito comuns no cinema comercial, o projeto terminou nas mãos do astro Bradley Cooper –possivelmente com alguma recomendação de Eastwood com quem ele filmou “Sniper Americano” –que aproveitou para fazer desta a sua estreia como diretor de cinema. E que estreia!
Encarando também o principal papel masculino –o que é surpreendente, sendo que além de atuar e dirigir, ele também tem de cantar e tocar instrumentos de forma convincente em cena –Bradley interpreta Jackson Maine, um famoso cantor country colhido no turbilhão de vícios que costumam levar um artista à decadência. Logo no início, ele vai a um bar de drag queens em busca de bebida e se surpreende com a inesperada performance de uma artista notável: Trata-se da estrela de fato do filme, Ally, vivida pela popstar Lady Gaga, dando à personagem evidentes características dela própria.
Jackson deixa-se fascinar pelo talento em estado bruto dela e, logo passa a usar de seus recursos para tê-la sempre por perto, permitindo até que ela cante com ele no palco (magnífica a cena em que eles cantam juntos a música vencedora do Oscar de Melhor Canção deste ano, a belíssima e poderosa “Shallow”) –proporcionando, enfim, sua chance de ascender ao estrelato.
É o que acontece: A medida que Ally acompanha Jackson em sua turnê, contribuindo com suas próprias músicas e apresentações –e a medida também que o romance entre os dois se consolida –Ally adquire rapidamente sua própria fama e autonomia como artista.
No entanto, Jackson, que tem lá seus próprios demônios com os quais lidar –seu alcoolismo, seu vício em drogas e seu próprio espírito indomável –entra numa espiral descendente de degradação em paralelo com a ascensão artística de Ally; e esse paradoxo de oposição experimentado pelos dois personagens principais lembra a trajetória (com características similares) vista no ganhador do Oscar, “O Artista” –apesar disso, não se enganem, este filme aqui é infinitamente superior!
Impressiona, a segurança com que Bradley Cooper conduz o filme, tirando enorme proveito do exemplo e da experiência adquirida com outros diretores com os quais colaborou –especialmente notável em seu estilo são as influências do próprio Eastwood e de David O’ Russell –Lady Gaga está arrebatadora, equilibrando sua exuberância como cantora a uma certa introspecção como atriz, e dessa feliz reunião de talentos, “Nasce Uma Estrela” extrai sua grande força: O brilho geral de todos os envolvidos contribui para evidenciar a imensa força perene nesta premissa que une, com rara habilidade, os fascinantes meandros do surgimento de uma celebridade, as engrenagens íntimas de um romance, os efeitos transformadores da mentoria e as abissais consequências de uma derrocada artística e pessoal.
Uma obra absolutamente admirável.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Machete Kills


Na continuação de seu trailer-falso tornado um longa-metragem real –derivado, por sua vez, do projeto “Grindhouse” –Robert Rodriguez incrementou ainda mais a mescla de referências, influências e tendências que caracterizava o primeiro “Machete” e dele fazia quase um Tour de Force narrativo: A iniciar esta quase experiência de imersão em tudo o que o cinema-poeira setentista tinha de mais desavergonhado e popularesco, temos (veja só!) mais um trailer falso –antecedido por aquelas vinhetas retrô que tanto Rodriguez quanto Quentin Tarantino adoram colocar em seus filmes –de uma produção intitulada “Machete Kills Again... In The Space” (!).
O filme propriamente dito começa logo depois: Na esteira do final de sua aventura anterior, onde vemos o vingador Machete Cortez (Danny Trejo, mais casca-grossa do que nunca) pegar a estrada ao lado de sua agora parceira Sartana (Jessica Alba), testemunhamos uma ação do próprio Machete ao lado dela tentando desbaratar um cartel munido de armas fornecidas pelos militares –o bandidinho da vez que surge nesse prólogo é interpretado por Freddy Rodrigues, de “Garotas Sem Rumo”, que o próprio Robert Rodriguez (nenhum parentesco) dirigiu em “Planeta Terror”.
Após perder a mulher que ama nessa sequência, Machete, sedento de vingança é despachado numa missão de suma importância pelo presidente dos EUA em pessoa, vivido por Charlie Sheen (que aqui adota seu nome real, Carlos Estevez!), na qual deve encontrar o poderoso líder do cartel, Marcos Mendez (Demian Bichir) e, conforme a circunstância, mata-lo.
Seu contato na tumultuada fronteira EUA/México –e que, nessa tresloucada realidade alternativa concebida por Rodriguez, inclui uma muralha megalomaníaca a separar os países –vem a ser deliciosa e insinuante Miss San Antonio (Amber Heard) cujo disfarce de ganhadora de sucessivos concursos de beleza só reforça o colorido vibrante e esfuziante com o qual o diretor caracteriza seu filme.
E a jornada de Machete segue assim na construção de uma aventura descerebrada, evocativa do cinema mirabolante que suscita, fazendo de seu protagonista uma versão latina, sangrenta e truculenta de James Bond transfigurada por todos os vícios que acompanham seu contexto: Eis que Mendez, o tal vilão, tem lá um plano mirabolante –os batimentos de seu coração estão conectados à um míssil que será disparado contra o solo americano (!). Para desarmar tal engenhoca, Machete, portanto, precisa mantê-lo vivo e atravessar com ele a fronteira. Contudo, a cabeça de Machete está a preço de ouro e isso atrai a atenção de pelo menos um oponente ameaçador: O lendário assassino de aluguel Camaleão –que, honrando o nome, se metamorfoseia em nada menos do que quatro intérpretes ao longo do filme, entre eles, Walton Goggins, Cuba Gooding Jr. e Lady Gaga (participações espetaculares que só um diretor de natureza descolada e cult como Rodriguez é capaz de atrair).
E “Machete Kills” não se acomoda nessa premissa: Quando achamos que as peças do tabuleiro estão estabelecidas, eis que o verdadeiro vilão do filme se revela; o ardiloso Luthor Voz, incorporado por Mel Gibson –e não deixa de ser uma tremenda e brilhante inversão de valores proporcionada por Rodriguez o fato de que, neste e no primeiro filme, o calejado Danny Trejo (sempre relegado à papéis coadjuvantes ou de vilões devido à sua compleição física) tem a chance de ser protagonista tendo como vilões dois dos mais celebrados astros de ação do passado; o próprio Gibson e Steve Segal (no filme anterior).
Após uma série de perseguições, tiroteios e batalhas onde as implausibilidades se equilibram à moda das obras que o diretor quer homenagear, eis que a história culmina num gancho desavergonhado para um próximo filme –e que, então descobrimos, acaba sendo justamente o filme mostrado no trailer do começo: “Machete Kills Again... In The Space” (cujo título já diz tudo) é, pois, a continuação de “Machete Kills” que, no senso de humor referencial e sarcástico de Rodriguez, pode acabar nem sendo feito (a repercussão deste filme foi bem menor que a do primeiro), tornando-se assim o que era para ser desde o começo, um trailer falso.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Indicados Ao Oscar 2019


Os indicados ao Oscar 2019 foram anunciados. Vamos a eles:

Melhor Filme
Pantera Negra
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody
A Favorita
Green Book-O  Guia
Roma
Nasce Uma Estrela
Vice

O público ainda se encontra extasiado pelas sete indicações de “Pantera Negra”, que inclusive se estendem até a mais importante nomeação –a de Melhor Filme –todavia, os filmes mais importantes na categoria, aqueles que têm a chance de ganhar o prêmio de fato são “Green Book” (que ganha cada vez mais força junto à crítica) e “Nasce Uma Estrela” (desde sempre um favoritíssimo), entretanto, nenhum goza de mais prestígio no momento do que “Roma” que obteve o maior número de indicação (dez) e ostenta uma excelência que levou a Academia a uma inédita aceitação das produções de streaming (às quais ele pertence) reconhecendo assim o cinema como uma arte que transcende os formatos impostos do passado.

Melhor Ator
Christian Bale, Vice
Bradley Cooper, Nasce Uma Estrela
Rami Malek, Bohemian Rhapsody
Viggo Mortensen, Green Book-O Guia
Willem Dafoe, No Portal da Eternidade

Bradley Cooper e Willem Dafoe perderam o Globo de Ouro de Ator em Drama para Rami Malek, e sua aplaudida personificação de Fred Mercury; Viggo Mortensen perdeu o mesmo prêmio para Christian Bale (desta vez, na categoria de Comédia), cuja transformação física quase sempre surte efeito positivo nos votantes da Academia.
Embora muitos críticos apreciem com ressalvas o trabalho de Rami Malek, há certa coerência em pensar que o Oscar de Melhor Ator pode ser o único prêmio válido e real para “Bohemian Rhapsody” –e o mesmo argumento pode valer para “Vice”, também.
Meu palpite é que o vencedor será definido no SAG Awards!

Melhor Atriz
Lady Gaga, Nasce Uma Estrela
Yalitza Aparicio, Roma
Glenn Close, A Esposa
Olivia Colman, A Favorita
Melissa McCarthy, Poderia Me Perdoar?

A atriz de “Roma” –que muitos críticos afirmavam ser uma injustiça sua ausência em algumas premiações –pegou muitos de surpresa aparecendo nesta categoria que, ninguém duvida, irá ficar polarizada entre Glenn Close e Lady Gaga; até mesmo a vencedora do Globo de Ouro de Melhor Atriz de Comédia ou Musical, Olivia Colman, surge à sombra delas.
Provavelmente o prêmio ficará com Glenn Close visto que já chegou a hora dela ser reconhecida com um Oscar –o quê ela, sendo a grande atriz que é, nunca levou!
Não que Lady Gaga vá sair da cerimônia de mãos abanando: Sua vitória na categoria de Melhor Canção Original é considerada certa.

Melhor Direção
Spike Lee, Infiltrado na Klan
Pawel Pawlikowski, Guerra Fria
Yorgos Lanthimos, A Favorita
Alfonso Cuarón, Roma
Adam McKay, Vice

Parece difícil acreditar, mas esta é a primeira indicação ao Oscar de Spike Lee, um dos diretores essenciais para a aceitação de temáticas minoritárias no cinema norte-americano no início dos anos 1990, e ela veio por um filme brilhante e aclamado, explosivo em seu tema como é de agrado de Lee.
Surpresa mesmo, porém, é a presença do polonês Pawel Pawlikowski (diretor do celebrado “Meu Amor de Verão”) quando muitos esperavam ver ali Bradley Cooper ou Peter Farrelly. Ainda assim, as atenções se voltam para Alfonso Cuarón que, cinco anos depois de “Gravidade”, fez mais uma obra que promete arrebatar prêmios.

Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams, Vice
Marina de Tavira, Roma
Regina King, Se A Rua Beale Falasse
Emma Stone, A Favorita
Rachek Weisz, A Favorita

Outra surpresa foi o aparecimento de Marina de Tavira (por “Roma) ocupando o lugar que poderia ter sido de Claire Foy, por “O Primeiro Homem” –filme que foi bastante esquecido em muitas categorias.
Vencedora do Globo do Ouro, Regina King aparece com ligeiro favoritismo –há quem acredite que possa ser esse o único prêmio de expressão de “Se A Rua Beale Falasse” –mas, muitos apostam na força de Amy Adams para quem ela começa a perder mais terreno.

Melhor Ator Coadjuvante
Mahershala Ali, Green Book-O Guia
Adam Driver, Infiltrado na Klan
Sam Elliot, Nasce Uma Estrela
Richard E. Grant, Poderia Me Perdoar?
Sam Rockwell, Vice

Talvez, a única categoria (ao lado de Filme Estrangeiro) onde o vencedor já é certo: Será muito improvável que Mahershala Ali perca o prêmio, que ele já ganhou, dois anos atrás, por “Moonlight-Sob A Luz do Luar” –aliás, só para constar, o premiado do ano passado (Sam Rockwell, por “Três Anúncios Para Um Crime”) está ali, a disputar com ele...

Melhor Edição
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody
A Favorita
Green Book-O Guia
Vice

Melhor Animação
Os Incríveis 2
Ilha de Cachorros
Mirai
WiFi Ralph-Quebrando A Internet
Homem-Aranha No Aranhaverso

Ao repetir exatamente a mesma lista dos indicados ao Globo de Ouro, imagina-se que o Oscar repetirá também sua premiação: O ótimo “Homem-Aranha No Aranhaverso”, que vem, por sinal, amealhando diversos prêmios.
Curioso notar como os outros estúdios finalmente conseguiram igualar a genialidade narrativa que em animações, até outro dia, era exclusividade da Pixar e da Disney –que surgem na disputa com “Os Incríveis 2” e “WiFi Ralph”.

Melhor Fotografia
Guerra Fria
Roma
Nasce Uma Estrela
A Favorita
Nunca Deixe de Lembrar

Melhores Efeitos Visuais
Vingadores-Guerra Infinita
Christopher Robin
O Primeiro Homem
Jogador Nº 1
Han Solo-Uma História Star Wars

Notável a lembrança de três filmes estrangeiros na categoria de Melhor Fotografia (“Roma” já era esperado, mas “Guerra Fria” e “Nunca Deixe de Lembrar” foram surpresas) sendo que dois deles são filmados em preto & branco!
Nos Efeitos Visuais, “Guerra Infinita” proporcionou tanta comemoração quanto as numerosas indicações de “Pantera Negra” –vale lembrar que, até então, nenhum filme da Marvel Studios jamais levou um Oscar!

Melhor Roteiro Original
A Favorita
No Coração das Trevas
Green Book-O Guia
Roma
Vice

Melhor Roteiro Adaptado
A Balada de Buster Scruggs
Infiltrado na Klan
Poderia me Perdoar?
Se a Rua Beale Falasse
Nasce Uma Estrela

Um grande suspense que antecipou os anúncios dizia respeito se a Academia iria se render à necessidade de reconhecimento de grandes obras realizadas pelas plataformas de streaming (no caso, a Netflix) ao nomear “Roma”.
Daí a surpresa que, não apenas o filme de Cuarón apareceu entre os indicados como também o belo trabalho dos Irmãos Coen, “A Balada de Buster Scruggs”, foi merecidamente lembrado na categoria de Melhor Roteiro Original, assim como na da Figurino e Canção Original.

Melhor Filme Estrangeiro
Cafarnaum (Líbano)
Guerra Fria (Polônia)
Nunca Deixe de Lembrar (Alemanha)
Roma (México)
Assunto de Família (Japão)

Melhor Canção Original
All of The Stars - Pantera Negra
The Place Where the lost things go - O Retorno de Mary Poppins
Shallow - Nasce uma Estrela
I'll Flight - RBG
When a Cowboy Trade... - A Balada de Buster Scrugss

Melhor Documentário em Curta-Metragem
Black Sheep
End Game
Lifeboat
A Night at the Garden
Period.

Melhor Documentário em Longa-Metragem
Free Solo
Hale County this Morning , This Evening
Minding the Gap
RBG
Of Fathers and Sons

Melhor Design de Produção
Pantera Negra
A Favorita
O Primeiro Homem
O Retorno de Mary Poppins
Roma

Melhor Figurino
A Balada de Buster Scrugss
Pantera Negra
A Favorita
O Retorno de Mary Poppins
Duas Rainhas

Melhor Mixagem de Som
Pantera Negra
Bohemian Rhapsody
O Primeiro Homem
Roma
Nasce Uma Estrela

Melhor Edição de Som
Pantera Negra
Bohemian Rhapsody
O Primeiro Homem
Um Lugar Silencioso
Roma

Melhor Maquiagem
Border
Vice
Duas Rainhas

As categorias técnicas representam a melhor chance de “Pantera Negra” sair com algumas estatuetas debaixo do braço, ainda que hajam filmes bem cotados e merecedores nas de Melhor Design de Produção, Melhor Figurino (“A Favorita”, em ambos), Melhor Mixagem (“O Primeiro Homem”, já que não concorre a quase nada), e Melhor Edição de Som (“Um Lugar Silencioso”, outro apontado como um dos grandes injustiçados deste ano).

Melhor Curta em Animação
Animal Behaviour
Bao
Late Afternoon
One Small Step
Weekends

Melhor Curta-Metragem
Detainment
Fauve
Marguerite
Mother
Skin

Melhor Trilha Sonora
Nicholas Britell – Se a Rua Beale Falasse
Alexandre Desplat – Ilha de Cachorros
Ludwig Göransson – Pantera Negra
Marc Shaiman – O Retorno de Mary Poppins
Terence Blanchard - Infiltrado na Klan

A entrega dos prêmios será dia 24 de fevereiro.