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terça-feira, 29 de outubro de 2024

Tipos de Gentileza


 O novo projeto do diretor grego Yorgos Lanthimos é uma espécie de retorno aos temas incisivos sobre o desconforto presente em determinados contextos da contraditória condição humana. Depois de dois filmes de época de apelo mais comercial –um, trabalhando uma reconstituição potencializada em cinismo e ironia dos elementos vitorianos e das intrigas de poder (“A Favorita”); o outro, a enfatizar os aspectos mirabolantes do gênero numa reflexão sobre as dissimulações da sociedade (“Pobres Criaturas”) –Yorgos Lanthimos realiza uma obra divida em três episódios que, à sua maneira, dialogam uns com os outros (seja na rima visual proporcionada pelo reaproveitamento deliberado dos mesmos intérpretes em diferentes tipos de personagens ou na estranheza quase gutural que emana de tais enredos) oferecendo inúmeras alternativas de interpretações, a exemplo de obras como “Dente Canino” e “O Sacrifício do Cervo Sagrado”.

Com um viés que lembra “De Olhos Bem Fechados”, o primeiro episódio é “A Morte de R.M.F.”, o que não deixa de ser intrigante, uma vez que quase todos os personagens aqui possuem as iniciais R.M.F. (!). Todavia, não chega a ser um mistério quem irá morrer –será, provavelmente, o homem de meia-idade que aparece dentro de um veículo no qual Robert (Jesse Plemmons, de “Assassinos da Lua das Flores” e “Jungle Cruise”) deve colidir com seu carro, provocando um acidente automobilístico, à mando dos caprichos insustentáveis de seu patrão, o influente, beligerante e irredutível Raymond (Willem Dafoe).

Robert fracassa –a colisão de veículos calculada não chega exatamente a resultar em vítimas fatais –e quando é incentivado por Raymond à esforçar-se para tentar provocar um novo acidente, desta vez, garantindo o óbito do outro motorista, ele se nega. A reação de Raymond à essa decepção é o desmoronamento gradual de todo o modo de vida de Robert –que, então descobrimos, era todo arquitetado, nos mais mínimos detalhes, pelo próprio Raymond: Desde o casamento com sua esposa (Hong Chau, de “A Baleia”) passando pelo fato de não terem filhos ( que o próprio Raymond repudiava, obrigando Robert a fazer sua mulher beber drogas abortivas) até as peças valiosas que integram a decoração de sua casa (peças essas que vão desaparecendo conforme Raymond manifesta vontade de recuperá-las...).

O segundo episódio é “R.M.F. Está Voando”, no qual um policial (mais uma vez Jesse Plemons) padece pela ausência da esposa (Emma Stone) desaparecida num naufrágio. Quando a esposa é encontrada e retorna para casa, ele passa a notar pequenos indícios que, para ele, significam que aquela não é realmente sua mulher, mas sim uma impostora. Entretanto, ela está disposta a tudo para provar a ele sua autenticidade e o seu amor –inclusive a mutilar-se (!) quando ele, para sair da greve de fome em que se submeteu, lhe pede para alimentar-se da carne dela mesma (!!).

No terceiro episódio, “R.M.F. Pede Um Sanduíche”, Emma Stone vive, por sua vez, Emily, uma mulher integrante de uma seita bizarra onde os membros fazem sexo promíscuo somente entre si (!) e não bebem nenhum líquido exceto as lágrimas (!!) de seus sacerdotes (vividos por Willem Dafoe e Hong Chau). Eles têm uma missão: Encontrar uma mulher milagrosa que obedece à certas características específicas –tem uma altura e um peso bem determinados, e possui uma irmã gêmea morta. Na cena que abre o episódio, Emily e o personagem de Jesse Plemons acreditam que essa escolhida possa ser a personagem de Hunter Schafer (de “Euphoria”), mas logo a descartam. Durante a sua busca –na qual inclusive negligencia a família, formada pelo marido e pela filha pequena –Emily passa a acreditar que a escolhida possa ser a personagem vivida por Margaret Qualley. Ela, afinal, preenche todos os requisitos, só tem um porém: Sua irmã gêmea ainda está viva.

Em cada um dos segmentos, Yorgos Lanthimos busca reforçar, por meio de distintas circunstâncias, a predisposição doentia com que o ser humano se submete à situações tão insólitas quanto perturbadoras para aplacar sua necessidade de aceitação, em especial, com relação às figuras de poder. Essa mensagem, carregada de ambiguidade, humor negro e um pessimismo corrosivo no que diz respeito ao ser humano, é exposta em três diferentes âmbitos: O profissional (no primeiro episódio), o matrimonial (no segundo) e o religioso (no terceiro).

É necessário que o expectador tenha um conhecimento prévio das inquietações que definem o cinema de Yorgos Lanthimos (e com elas estabeleça certa cumplicidade) para adentrar esta obra sem ressentir-se com sua narrativa incômoda, hábil no registro contundente do desconforto, da dor e da neurose diária que consome o ser humano.

segunda-feira, 11 de março de 2024

Os Vencedores do Oscar 2024


 Ocorrido no meio do ano passado, o fenômeno conhecido como “Barbieheimer” –quando expectadores casuais em geral e fãs em particular, fizeram uma campanha para assistir ambos os filmes por conta dos dois longa-metragens, “Barbie” e “Oppenheimer”, estrearem no mesmo dia –se encerrou no último dia 10 de Março de 2024. Culminando com a vitória avassaladora de “Oppenheimer”, vencedor de 7 Oscars dentre 13 indicações. O grande sucesso “Barbie” que com isso ajudou o complexo filme de Christopher Nolan a atingir uma improvável bilheteria acabou com um único prêmio, o de Melhor Canção Original para “What Was I Made For?”, cantada por Billie Eilish, embora a apresentação de sua outra canção concorrente, “I’m Just Ken”, por um impagável Ryan Gosling, tenha sido um dos momentos mais aguardados da noite.

Em geral, todas as previsões estipuladas em premiações anteriores se confirmaram –como os favoritismos incontestes de Da’Vine Joy Randolph e Robert Downey Jr., a consagração de Cillian Murphy, do diretor Christopher Nolan (indo de encontro aos anseios de sua gigantesca fanbase) e a predominância de “Zona de Interesse” nas categorias de Filme Internacional e Melhor Som –restando somente a sensacional surpresa pela vitória do japonês “Godzilla Minus One” em Efeitos Visuais, e as conquistas do francês “Anatomia de Uma Queda” em Roteiro Original, e talvez de Emma Stone (conquistando o segundo Oscar de sua carreira), como Melhor Atriz, por “Pobres Criaturas”; embora ela já fosse, sim, uma forte candidata ao prêmio.

MELHOR FILME

"Oppenheimer"

MELHOR DIREÇÃO

"Oppenheimer", Christopher Nolan

MELHOR ATRIZ

Emma Stone, "Pobres Criaturas"

MELHOR ATOR

Cillian Murphy, "Oppenheimer"

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Da’Vine Jo Randolph, "Os Rejeitados"

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Robert Downey Jr., "Oppenheimer"

MELHOR LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

"O Menino e A Garça"

MELHOR FOTOGRAFIA

"Oppenheimer"

MELHOR FILME INTERNACIONAL

"Zona de Interesse" (Reino Unido)

MELHORES EFEITOS VISUAIS

"Godzilla Minus One"

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
"War Is Over! Inspired By The Music Of John & Yoko"

MELHOR FIGURINO

"Pobres Criaturas"

MELHOR SOM
"Zona de Interesse"

MELHOR MAQUIAGEM E CABELO

"Pobres Criaturas"

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

"Pobres Criaturas"

MELHOR DOCUMENTÁRIO

“20 Dias Em Mariupol"

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM

"The Last Repair Shop"

MELHOR CURTA-METRAGEM

“The Wonderful Story Of Henry Sugar"

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

"Oppenheimer"

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

"What Was I Made For?", de "Barbie"

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

"Anatomia de Uma Queda"

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

"Ficção Americana"

MELHOR MONTAGEM

"Oppenheimer"

domingo, 25 de fevereiro de 2024

Pobres Criaturas


 Desde “A Favorita”, houve uma ligeira mudança no cinema de Yorgos Lanthimos. Ele se tornou mais acessível, mais comercial, ainda que preservasse uma aura diferenciada de estranheza –uma junção que, naquele caso e neste daqui, fascinou muito mais em relação às suas obras anteriores voltadas à atroz inadequação do ser humano e as consequências trágicas de seu desencaixe com o mundo.

Existe uma observação subliminar assim em “Pobres Criaturas”, no entanto, este filme surpreende e encanta como nenhum outro antes perpetrado pelo realizador de “O Sacrifício do Cervo Sagrado”.

“Pobres Criaturas”, adaptado do livro de Alasdair Gray, é um reaproveitamento da premissa de “Frankenstein”, onde um cientista maluco dá vida à uma criatura reavivando um corpo outrora cadavérico. O cientista maluco em questão é o Dr. Godwin Baxter (Willien Dafoe, com o rosto transfigurado por impressionante maquiagem) e sua criatura, uma mulher suicida que se achava grávida (!), retorna a vida, digamos assim, com o cérebro transplantado da criança que esperava em seu útero (!!).

Batizada de Bella Baxter (vivida com um minimalismo primoroso por Emma Stone), o produto de sua experiência tem a aparência e o corpo de uma bela mulher adulta, mas a mente propensa a aprender de uma criança em desenvolvimento. A fim de acompanhar com mais detalhamento esse progresso, o Dr. Baxter –que, ao longo da trama, não esconde de ninguém seu complexo de Deus, chegando a insistir no apelido God (Deus) como um diminutivo de duplo sentido de Godwin –recruta o jovem cirurgião Max McCandles (o humorista Ramy Youssef) para que registre os avanços físicos e psicológicos de Bella desde a estaca zero.

Entretanto, não tarda a Bella, despida das restrições comportamentais impostas pela sociedade, descobrir anseios muito pessoais e, de certa forma, também muito universais: Ela quer sair para o mundo e descobrí-lo, ciente de que há muito mais para além das janelas da mansão onde logo se descobre prisioneira. A chance para tal intento surge na figura de Duncan Wedderburn (Mark Ruffalo), um advogado escroque e labioso que a convence a partir em viagem junto dele.

Bella parte, prometendo um dia voltar e desposar Max, porém, as circunstâncias não a impedem de experimentar, durante todo o primeiro trecho da viagem, intensas rodadas de sexo com Duncan –e é realmente surpreendente a entrega de Emma Stone à essa sucessão de cenas ousadas. Juntos, eles vão para Lisboa –onde Bella se depara com a conduta de boas maneiras a se chocar com sua predisposição livre e sem amarras –e de lá, para um navio com destino à Athenas –no qual as primeiras fissuras na relação com Duncan começam a aparecer –e, depois, em Alexandria –onde Bella conhece a Sra. Von Kurtzroc (a veterana Hanna Schygulla) e seu acompanhante Harry Astley (Jerrod Carmichael, de “O Artista do Desastre”) que lhe abrem os olhos para a filosofia, a ambiguidade moral e as celeumas incuráveis do mundo –para então, mais tarde, quando o dinheiro se esvai completamente, ela e Duncan serem deixados ao léu em Paris.

Neste ponto, quando a relação com Duncan já deteriorou de tal forma que o fulgor sexual do princípio se converteu num turbilhão imaturo de ressentimentos da parte dele, Bella toma a decisão sem quaisquer preconceitos de contornar a falta de dinheiro trabalhando como prostituta –ocupação que, em sua indiferença para com valores morais irrelevantes, ela via como algo absolutamente normal.

Essa mescla desigual de características realizada por Lanthimos, tais como visual estilizado e arrojado (na magnífica fotografia de Robbie Ryan, entre outras coisas, o filme em preto & branco adquire cores a partir do momento em que Bella inicia sua jornada mundo afora), argumento desconcertante e personagens a um só tempo pouco usuais e tratados com insuspeita profundidade (temos a sutil transformação de Duncan, de um confiante cafajeste para um homem frustrado e ressentido; a serenidade gradualmente encantadora do sempre apaixonado Max; e a revelação do grotesco Dr. Godwin Baxter, das experiências hediondos que sofreu na mão do próprio pai, o que transforma um personagem inicialmente vilanesco num indivíduo machucado e identificável), tudo isso não tarda a trazer à memória o efervescente cinema de Peter Greenaway, no qual também as imagens assombrosas (a lembrar obras de arte da pintura) emolduram tramas que questionam, através do despojamento das cenas de sexo e do despudor de comportamentos fora dos padrões, as condutas hipócritas de nosso mundo.

No trecho final, a jornada de Bella Baxter para além de um mundo desconhecido e de volta a confronta com uma outra jornada, desta vez mais íntima, onde ela toma conhecimento de sua vida anterior ao suicídio, o que ressalta o grande trabalho executado pelo roteiro (de Tony McNamara) e o brilhante arco dramático de amadurecimento embutido na perspicaz interpretação de Emma Stone.

Acertos mais do que felizes, que transformam “Pobres Criaturas” em um achado.

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Os Indicados Ao Oscar 2024


 Já estão entre nós, desde a manhã desta terça-feira, 23 de janeiro, os indicados pela Academia de Artes Cinematográfica ao grande prêmio do cinema. Algumas certezas seguem se confirmando (como o favoritismo de “Oppenheimer”, com 13 indicações) enquanto vez ou outra aparece uma surpresa inesperada (como a ausência de “Barbie”, com 8 indicações, nas categorias de Melhor Direção e Atriz). No mais, os indicados são figurinhas que têm se repetido em todas as premiações. Vamos à lista:

MELHOR FILME

American Fiction

Anatomia de uma Queda

Barbie

Os Rejeitados

Assassinos da Lua das Flores

Maestro

Oppenheimer

Vidas Passadas

Pobres Criaturas

Zona de Interesse

MELHOR DIREÇÃO

Justine Triet, por Anatomia de uma Queda

Martin Scorsese, por Assassinos da Lua das Flores

Christopher Nolan, por Oppenheimer

Yorgos Lanthimos, por Pobres Criaturas

Jonathan Glazer, por Zona de Interesse

Este parece ser o ano de Christopher Nolan, se nenhum imprevisto ocorrer (como um súbito fortalecimento de “Assassinos da Lua das Flores”, de Scorsese, com 10 indicações ou do estranho “Pobres Criaturas”, com 11, seus únicos concorrentes aparentemente mais sólidos), os fãs do realizador de “A Origem” e “Interestelar”, e autor de uma das mais aclamadas versões do Cavaleiro das Trevas poderão comemorar o premio nas mãos de seu diretor favorito. Ainda na categoria de Direção, foi inesperada (ainda que merecida) a inclusão de Jonathan Glazer e da francesa Justine Triet ocupando o lugar que muitos davam como certo para Greta Gerwig.

MELHOR ATOR

Bradley Cooper, por Maestro

Colman Domingo, por Rustin

Paul Giamatti, por Os Rejeitados

Cillian Murphy, por Oppenheimer

Jeffrey Wright, por American Fiction

MELHOR ATRIZ

Annette Bening, por NYAD

Lily Gladstone, por Assassinos da Lua das Flores

Sandra Hüller, por Anatomia de uma Queda

Carey Mulligan, por Maestro

Emma Stone, por Pobres Criaturas

A disputa de ator está se afunilando entre a precisão louvável de Cillian Murphy e a competência à toda prova de Paul Giamatti –com ligeira preferência da crítica, por enquanto, para esse último –já entre as atrizes, boa parte do público ainda está tentando digerir a ausência de Margot Robbie (que, por “Barbie”, ainda concorre ao Oscar, sim, mas como produtora, na categoria principal), assim, a competição fica entre a composição austera da sensacional Lilly Gladstone e o festejado trabalho de Emma Stone que, por sua absoluta entrega, parece ganhar certa preferência. Eu ainda torço para Lilly Gladstone, uma vez que Emma Stone (de quem eu gosto muito) já tem o seu Oscar (por “La La Land”)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Sterling K. Brown, por American Fiction

Robert De Niro, por Assassinos da Lua das Flores

Robert Downey Jr., por Oppenheimer

Ryan Gosling, por Barbie

Mark Ruffalo, por Pobres Criaturas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Emily Blunt, por Oppenheimer

Danielle Brooks, por A Cor Púrpura

America Ferrera, por Barbie

Jodie Foster, por NYAD

Da'Vine Joy Randolph, por Os Rejeitados

Os fãs não vão deixar de notar que o Homem-de-Ferro (Robert Downey Jr.) concorre na mesma categoria que o Hulk (Mark Ruffalo), ambos por filmes bem diferentes; mas, Downey Jr. goza de um prestígio junto às premiações que só está fazendo aumentar –é provável que seu único oponente de peso seja Robert De Niro. A categoria das Atrizes Coadjuvantes trouxe uma das maiores surpresas dentre os indicados que foi a inclusão de America Ferrera –ela que se manteve ausente na maior parte das premiações anteriores. Talvez, uma compensação pela quantidade relativamente tímida de indicações de “Barbie”. Nessa categoria, no entanto, Da’Vine Joy Randolhp segue muito forte.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Justine Triet & Arthur Harari, por Anatomia de uma Queda

David Hemingson, por Os Rejeitados

Bradley Cooper & Josh Singer, por Maestro

Sammy Burch, por Segredos de um Escândalo

Celine Song, por Vidas Passadas

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Cord Jefferson, por American Fiction

Greta Gerwig & Noah Baumbach, por Barbie

Christopher Nolan, por Oppenheimer

Tony McNamara, por Pobres Criaturas

Jonathan Glazer, por Zona de Interesse

Após a surpreendente vitória no Globo de Ouro, “Anatomia de Uma Queda” desponta como inesperado favorito na categoria de Roteiro Original, embora “Os Rejeitados”, de Alexander Payne, ameace sua supremacia (os trabalhos de Payne costumam sempre ganhar esse prêmio); em Roteiro Adaptado, a forte concorrência de “Oppenheimer” bate de frente com a exaltada excelência de “American Fiction”; com o abalizamento de público de “Barbie” e certamente com a competência a exigir respeito de “Zona de Interesse”; por alguma razão, ainda não consigo simpatizar com “Pobres Criaturas” –efeito que quase todos os trabalhos de Yorgos Lanthimos têm sobre mim –mas, isso não o impede de crescer cada vez mais entre os votantes.

MELHOR ANIMAÇÃO

O Menino e a Garça

Elementos

Nimona

Meu Amigo Robô

Homem-Aranha Através do Aranhaverso

MELHOR FILME INTERNACIONAL

Io Capitano (Itália)

Dias Perfeitos (Japão)

A Sociedade da Neve (Espanha)

The Teacher's Lounge (Alemanha)

Zona de Interesse (Reino Unido)

O prêmio de Melhor Animação está, e sempre esteve, entre “O Menino e A Garça” e “Homem-Aranha Através do Aranhaverso” –resta descobrirmos se a Academia irá preferir ovacionar o retorno da aposentadoria em grande estilo de Hayao Myazaki (como fez o Globo de Ouro), ou honrar a qualidade inconteste da continuação de “Homem-Aranha no Aranhaverso”.

Em Filme Internacional, surpreendeu a ausência do francês “Anatomia de Uma Queda”, que está indicado na categoria principal, o que aumenta as chances do magistral “A Sociedade da Neve” e, sobretudo, de “Zona de Interesse” –este também indicado à Melhor Filme.

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Bobi Wine: O Presidente do povo

A Memória Infinita

As 4 filhas de Olga

To Kill a Tiger

20 Dias em Mariupol

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM

O ABC da Proibição de Livros

The Barber of Little Rock

Island in Between

A Última Loja de Consertos

Nai Nai & Wai Po

MELHOR CURTA-METRAGEM

E Depois?

Invincible

Knight of Fortune

Red, White & Blue

A Incrível História Henry Sugar

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

Carta a um porco

95 Senses

Our Uniform

Pachyderme

War is Over (inspirado na musica de John & Yoko)

MELHOR TRILHA SONORA

American Fiction

Indiana Jones e a Relíquia do Destino

Assassinos da Lua das Flores

Oppenheimer

Pobres Criaturas

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

"The Fire Inside" (Flamin' Hot-O Sabor Que Mudou A História)

"I'm Just Ken" (Barbie)

"It Never Went Away" (American Symphony)

"Wahzhazhe (A Song for My People)" (Assassinos da Lua das Flores)

"What Was I Made For?" (Barbie)

“Barbie” concorre consigo mesmo na categoria de Canção Original, a única em que aparentemente ele desponta como favorito –embora ele possa surpreender nas categorias técnicas, ainda que “Oppenheimer” seja onipresente –difícil vai ser prever qual das duas canções vai ganhar, a de Billie Eilish (ganhadora do Globo de Ouro, e minha aposta) ou a de Ryan Gosling (ganhadora do Critic’s Choice)?

MELHOR SOM

Resistência

Maestro

Missão Impossível - Acerto de Contas

Oppenheimer

Zona de Interesse

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

Barbie

Assassinos da Lua das Flores

Napoleão

Oppenheimer

Pobres Criaturas

MELHOR FOTOGRAFIA

O Conde

Assassinos da Lua das Flores

Maestro

Oppenheimer

Pobres Criaturas

MELHOR CABELO E MAQUIAGEM

Golda-A Mulher de Uma Nação

Maestro

Oppenheimer

Pobres Criaturas

A Sociedade da Neve

MELHOR FIGURINO

Jacqueline Durran, por Barbie

Jacqueline West, por Assassinos da Lua das Flores

Janty Yates, por Napoleão

Ellen Mirojnick, por Oppenheimer

Holly Waddington, por Pobres Criaturas

MELHOR MONTAGEM

Anatomia de uma Queda

Os Rejeitados

Assassinos da Lua das Flores

Oppenheimer

Pobres Criaturas

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Resistência

Godzilla Minus One

Guardiões da Galáxia Vol. 3

Missão Impossível - Acerto de Contas

Napoleão

Os grandes blockbusters do ano surgem em peso nas categorias técnicas (em alguns casos, como franco favoritos!), como “Missão Impossível-Acerto de Contas”, ou até mesmo o esnobado “Napoleão” que só obteve reconhecimento mesmo por seus valores de produção; na categoria de Efeitos Visuais, por enquanto, é um consenso o brilhantismo de “Resistência”, embora minha torcida vá para o fabuloso “Godzilla Minus One”.

A entrega dos prêmios se dará no domingo, dia 10 de março.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Os Vencedores do Globo de Ouro 2024


 Neste domingo, dia 7 de janeiro de 2024, tivemos a entrega dos Golden Globe, dando o ponta-pé inicial na sempre aguardada temporada de premiações. Vamos então aos agraciados nas categorias de cinema:

MELHOR FILME DE DRAMA

Oppenheimer

MELHOR DIREÇÃO

Christopher Nolan (Oppenheimer)

MELHOR ATOR EM FILME DE DRAMA

Cillian Murphy (Oppenheimer)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Robert Downey Jr (Oppenheimer)

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

Ludwig Göransson (Oppenheimer)

O épico político, cerebral e autoral de Christoper Nolan sobre o Pai da Bomba Atômica sagrou-se como o grande vencedor da noite. Certamente, um filme com tais características (roteiro extremamente denso, formato narrativo desafiador e mais de três horas de duração) e que ainda conseguiu –graças a uma campanha viral (o “Barbieheimer”) bastante bem-sucedida –ultrapassar um bilhão nas bilheterias haveria de ser reconhecido e enaltecido. Nessa conjuntura, os fãs podem começar a ficar ávidos para verem a possível consagração de Nolan (podendo enfim levar um Oscar por uma obra que atende as demandas convencionais da Academia) e o reconhecimento de Robert Downey Jr, como ator coadjuvante.

MELHOR ATRIZ EM FILME DE DRAMA

Lily Gladstone (Assassinos da Lua das Flores)

MELHOR ATOR EM FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL

Paul Giamatti (The Holdovers)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Da'vine Joy Randolph (The Holdovers)

Ao que parece, o reconhecimento ao grande trabalho de Martin Scorsese vai se restringir às indicações e à premiação de Lilly Gladstone –uma pena, embora a premiação tenha mirado mesmo num dos mais inabaláveis quesitos do filme; a interpretação dela é, de fato, estupenda!

Surgindo como um inesperado azarão, “The Holdovers” –ou “Os Rejeitados” –de Alexander Payne levou os prêmios de Melhor Ator Cômico (para um simpaticíssimo Paul Giamati, colaborador de Payne em “Sideways-Entre Umas e Outras”) e Melhor Atriz Coadjuvante para a ótima Da’Vine Joy Randolph. Se e temporada de prêmios não trouxer nenhuma outra surpresa, dá pra ver todos chegando com certa tranquilidade ao Oscar (e, pelo menos Lilly e Da’Vine, como favoritas!).

MELHOR ATRIZ EM FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL

Emma Stone (Pobres Criaturas)

MELHOR FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL

Pobres Criaturas

Também o Golden Globe confirmou um favoritismo que vinha se reforçando nas últimas semanas, a da sempre querida Emma Stone como Melhor Atriz Cômica, o que auxiliou o próprio filme onde ela está, o convicto e estranho “Pobres Criaturas”, ainda inédito no Brasil, a ganhar o prêmio de Melhor Filme de Comédia. Não é certeza que esse favoritismo de Emma se mantenha nos próximos prêmios –ao contrário do Golden Globe, ela disputará diretamente com as fortes candidatas em Atriz Dramática também, o que torna as coisas mais difíceis –mas, não há dúvidas de que o filme de Yorgos Lanthimos se beneficia de um burburinho crescente.

MELHOR ANIMAÇÃO EM LONGA-METRAGEM

The Boy and The Heron

MELHOR ROTEIRO

Justine Triet & Arthur Harari (Anatomia de uma Queda)

MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA

Anatomia de uma Queda (França)

Também inesperadas foram as vitórias de Haya Miyazaki e seu “The Boy and The Heron” –ao que tudo indica, aqui no Brasil “O Menino e A Garça” –quando todos imaginavam que o prêmio iria para “Homem-Aranha Através do Aranhaverso” (será que o Miyazaki ganhará mais um Oscar, depois de vinte anos? É a pergunta que não quer calar) e Justine Triet e seu “Anatomia de Uma Queda” levando os prêmios de Roteiro e Filme em Língua Não Inglesa, embora sejam essas mesmas duas categorias aquelas que menos costumam se repetir no Oscar. Ainda assim, uma obra que acaba de ganhar novas atenções de público e crítica.

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

"What Was I Made For", Billie Eilish O'Connell, Finneas O'Connell (Barbie)

CONQUISTA CINEMATOGRÁFICA E DE BILHETERIA

Barbie

Houveram os que comemoraram (rejeitando a coragem questionadora do projeto), e os que lamentaram (grande parte do público que o fez a grande bilheteria de 2023) o fato das 9 indicações de “Barbie” converterem-se em tão somente dois prêmios (o merecido Canção Original e o novo Conquista Cinematográfica e de Bilheteria, que ficou com a maior cara de prêmio de consolação). No entanto, a obra de Greta Gerwig não deve ser, deveras, subestimada nesta temporada; o Oscar virá, com suas categorias técnicas para referendá-lo –e os prêmios de Melhor Direção de Arte e Melhor Figurinos parecem ser quase certos!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Os Indicados Ao Globo de Ouro 2024


 Mal nos acostumamos com a ideia de que o frenesi de 2023 entrou em sua reta final, e já temos entre nós a lista dos indicados ao Globo de Ouro do ano que vem! O que já confirma algumas previsões para uma certa estatueta dourada; e aponta para algumas surpresas também. Eis, portanto, os indicados nas categorias de cinema:

MELHOR ANIMAÇÃO EM LONGA-METRAGEM

The Boy and The Heron

Elementos

Homem-Aranha Através do Aranhaverso

Super Mario Bros

Suzume

Wish

MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA

Anatomia de uma Queda (França)

Folhas de Outono (Finlândia)

Io Capitano (Itália)

Vidas Passadas (Estados Unidos)

Society of the Snow (Espanha)

Zona de Interesse (Reino Unido/Estados Unidos)

MELHOR FILME DE DRAMA

Anatomia de Uma Queda

Assassinos da Lua das Flores

Maestro

Oppenheimer

Vidas Passadas

Zona de Interesse

MELHOR FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL

Air

American Fiction

Barbie

The Holdovers

Segredos de um Escândalo

Pobres Criaturas

A categoria de animação tem, em “Homem-Aranha Através do Aranhaverso”, seu maior favorito, com a boa repercussão de “Super Mario Bros” e o fascínio recente provocado por “Suzume” colocando-os logo atrás. Na categoria dos estrangeiros, curiosamente, dois filmes produzidos (e, portanto, representando) os EUA concorrem a Melhor Filme em Língua Não Inglesa, tratam-se de “Vidas Passadas”, produzido pela A4 e falado, em sua maior parte no idioma sul-coreano, e o britânico “Zona de Interesse”, dirigido por Jonathan Glazer (de “Sob A Pele”), cuja trama é toda falada em alemão. Além disso, esses dois e mais o francês “Anatomia de Uma Queda” concorrem também na categoria maior de Melhor Filme de Drama. Contudo, nessas categorias principais, apesar da presença intimidadora da grande obra de Scorsese, “Assassinos da Lua das Flores”, quem reina supremo são “Oppenheimer” (em Drama, com 8 indicações) e “Barbie” (em Comédia e Musical, com 9, o recordista!), mostrando que a dobradinha nos cinemas ocorrida no meio do ano ainda está a fascinar público e crítica. Interessante será vermos para qual deles a predileção do Oscar irá pender, uma que vez que lá os filmes concorrerão todos numa só categoria.

MELHOR ATOR EM FILME DE DRAMA

Bradley Cooper (Maestro)

Leonardo DiCaprio (Assassinos da Lua das Flores)

Colman Domingo (Rustin)

Barry Keoghan (Saltburn)

Cillian Murphy (Oppenheimer)

Andrew Scott (Todos Nós Desconhecidos)

MELHOR ATRIZ EM FILME DE DRAMA

Annette Bening (NYAD)

Lily Gladstone (Assassinos da Lua das Flores)

Sandra Hüller (Anatomia de uma Queda)

Greta Lee (Vidas Passadas)

Carey Mulligan (Maestro)

Cailee Spaeny (Priscilla)

MELHOR ATOR EM FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL

Nicolas Cage (Dream Scenario)

Timothée Chalamet (Wonka)

Matt Damon (Air)

Paul Giamatti (The Holdovers)

Joaquin Phoenix (Beau Tem Medo)

Jeffrey Wright (American Fiction)

MELHOR ATRIZ EM FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL

Fantasia Barrino (A Cor Púrpura)

Jennifer Lawrence (Que Horas Eu Te Pego?)

Natalie Portman (Segredos de um Escândalo)

Alma Pöysti (Folhas de Outono)

Margot Robbie (Barbie)

Emma Stone (Pobres Criaturas)

Entre os atores, até agora ninguém parece mais relacionado ao prêmio do que o irlandês Cillian Murphy, embora Cooper e Dicaprio tenham chances de crescer ao longo da temporada. Na categoria de intérprete cômico, em meio à nomes de grande estatura como o sempre amado pelo público Nicolas Cage, o ótimo Timothée Chalamet e os sempre competentes Paul Giamatti e Matt Damon, além de Joaquim Phoenix, surpreendentemente indicado pelo terror “Beau Tem Medo” (há quem lamente ele não concorrer em Ator Dramático por “Napoleão”, eu certamente não sou uma dessas pessoas), o favoritismo acabou indo para Jeffrey Wright por seu trabalho em “American Fiction”, premiado no Festival de Toronto e, recentemente, no People’s Choice Awards.

Entre as atrizes, muitos torcem por uma vitória da excelente Lily Gladstone na categoria de drama, ela que é uma das forças maiores do filme de Scorsese, a despeito da forte concorrência de Annette Bening; na categoria de comédia, podemos perceber que Jennifer Lawrence, nem fazendo uma comédia chula e vulgar consegue perder a predileção do público e da crítica (embora o seu filme também seja realmente bom), mas ela tem de enfrentar a franca favorita ao prêmio, Margot Robbie, a Barbie em pessoa!

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Willem Dafoe (Pobres Criaturas)

Robert de Niro (Assassinos da Lua das Flores)

Robert Downey Jr (Oppenheimer)

Ryan Gosling (Barbie)

Charles Melton (Segredos de um Escândalo)

Mark Ruffalo (Pobres Criaturas)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Emily Blunt (Oppenheimer)

Danielle Brooks (A Cor Púrpura)

Jodie Foster (NYAD)

Julianne Moore (Segredos de um Escândalo)

Rosamund Pike (Saltburn)

Da'vine Joy Randolph (The Holdovers)

MELHOR DIREÇÃO

Bradley Cooper (Maestro)

Greta Gerwig (Barbie)

Yorgos Lanthimos (Pobres Criaturas)

Christopher Nolan (Oppenheimer)

Martin Scorsese (Assassinos da Lua das Flores)

Celine Song (Vidas Passadas)

MELHOR ROTEIRO

Greta Gerwig & Noah Baumbach (Barbie)

Tony McNamara (Pobres Criaturas)

Christopher Nolan (Oppenheimer)

Eric Roth & Martin Scorsese (Assassinos da Lua das Flores)

Celine Song (Vidas Passadas)

Justine Triet & Arthur Harari (Anatomia de uma Queda)

Seria esta a grande chance de Robert Downey Jr. (inclusive para chegar ao Oscar como forte favorito)? É o que, até aqui, está parecendo. Entre as coadjuvantes mulheres, Jodie Foster parece destacar-se soberana, entretanto, os trabalhos de Julianne Moore e Da’Vine Joy Randolph (de “Cidade Perdida”) têm tempo para crescerem até a premiação.

Na categoria de diretores, temos a disputa que parece monopolizar as atenções entre Christopher Nolan e Greta Gerwig (com ligeira vantagem para Nolan em vista da natureza mais séria de seu filme), com Martin Scorsese correndo, por enquanto, por fora. É de se supor que a Imprensa Estrangeira compense, entre Nolan e Gerwig, aquele que perder em Direção com o prêmio de Roteiro.

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

Jerskin Fendrix (Pobres Criaturas)

Ludwig Göransson (Oppenheimer)

Joe Hisaishi (The Boy and The Heron)

Mica Levi (Zona de Interesse)

Daniel Pemberton (Homem-Aranha Através do Aranhaverso)

Robbie Robertson (Assassinos da Lua das Flores)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

"Addicted to Romance, Bruce Springsteen (She Came to Me)

"Dance the Night", Mark Ronson, Andrew Wyatt, Dua Lipa, Caroline Ailin (Barbie)

"I'm Just Ken", Mark Ronson, Andrew Wyatt (Barbie)

"Peaches", Jack Black, Aaron Horvath, Michael Jelenic, Eric Osmond, John Spiker (Super Mario Bros)

"Road to Freedom", Lenny Kravitz (Rustin)

"What Was I Made For", Billie Eilish O'Connell, Finneas O'Connell (Barbie)

CONQUISTA CINEMATOGRÁFICA E DE BILHETERIA

Barbie

Guardiões da Galáxia Vol. 3

John Wick 4

Missão Impossível - Acerto de Contas Parte 1

Oppenheimer

Homem-Aranha Através do Aranhaverso

Super Mario Bros

Taylor Swift: The Eras Tour

A categoria Conquista Cinematográfica e de Bilheteria é uma das duas novas categorias criadas pelo Globo de Ouro para esta nova edição –e franca favorita para deixar de existir já no ano que vem... –aparentemente feita para premiar o desempenho na bilheteria de projetos que levam o público às salas nesses tempos de streaming (o que justifica a presença, entre os indicados, do show de Taylor Swift). Nesse sentido, nenhum deles merece mais a ovação do que “Barbie”, a grande bilheteria de 2023.

A entrega dos prêmios e revelação dos ganhadores será realizada no domingo, dia 7 de janeiro de 2024.