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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Jubiabá


 Da filmografia de Nelson Pereira dos Santos, agora sendo restaurada num esforço de preservação da Labo Cine através do Programa Petrobrás Cultural, “Jubiabá” é um exemplar tímido diante de suas mais consagradas realizações. Adaptado da obra de Jorge Amado (e contando com o próprio em meio ao seu time de roteiristas), “Jubiabá” não escapa do tom novelesco que prevalece em inúmeras de suas passagens, e nem é uma obra que prima tanto pelo fôlego narrativo, uma vez que, nota-se, é pontuada por sequências convencionais, corriqueiras e redundantes.

Na Bahia, ainda pequeno, o negro Antônio Balduíno, apelidado por todos de Baldo (vivido então pelo pequeno Antônio José Santana), testemunha a própria tia (Ruth de Souza) que o criava sofrer um surto de loucura; segundo alguns, devido ao enorme peso sobre sua cabeça da imensa bandeja que levava para trabalhar todos os dias e todas as noites. Órfão, Baldo fica sob os cuidados de seu avô, o pai de santo Jubiabá (Grande Otelo) que sabe, mais do que ninguém, que não leva jeito algum para criar uma criança. Assim, ele entrega Baldo para ser criado por uma família abastada da vizinhança, os Ferreira nos anos seguintes, Jubiabá passará a exercer, quando muito, mais um papel de mentor espiritual e existencial para ele.

Conforme vai crescendo, Baldo até que consegue uma certa aceitação do pai da família, o Comendador Ferreira (Raymond Pellegrin), entretanto, ele se enrabicha pela jovem filha dele, Lindinalva (interpretada, na fase criança, por Tatiana Issa, que mais tarde se tornaria diretora de documentários), enquanto consegue o ódio e a desaprovação da empregada da família, a rancorosa Amélie (Catherine Rouvel). É ela quem denuncia para o Comendador as segundas intenções de Baldo, levando-o a ser expulso da casa. O restante de sua juventude, Baldo viverá nas ruas de Salvador ao lado do amiguinho Gordo (Romeu Evaristo), com quem aprenderá a cometer crimes e a entrar em constante atrito com a polícia –irritadiço e de pavio curto, Baldo bate de frente com os policiais, sobretudo, os mais intratáveis, o que lhe garante sucessivas idas para a cadeia local.

Mais adulto (agora interpretado por Charles Baiano), Baldo conhece Luigi (Julien Guiomar), empreendedor, mais sonhador do que prático, que percebe sua desenvoltura para brigar e o coloca para disputar lutas de boxe. Entre surras e vitórias, Baldo arruma problemas quando se recusa a contribuir com o sistema corrupto não se deixando subornar numa luta comprada.

Enquanto isso, a situação da família de Lindinalva (agora vivida pela atriz francesa Françoise Goussard, com uma pavorosa dublagem brasileira!) não vai nada bem. Afogado em dívidas (as quais, em dado momento, lhe obrigam a vender a casa) o Comendador acaba tirando a própria vida dentro do bordel de Madame Zaira (Betty Faria, também ela produtora do filme), e é para o bordel de Madame Zaira que a própria Lindinalva terá de ir, a fim de continuar sobrevivendo, desta vez, sem o pai.

Ao deixar o mundo do boxe, Baldo segue trilhando o caminho artístico sugerido por Luigi e se torna o homem forte do circo, onde conhece e se envolve com Rozenda, personagem de Zezé Motta.

Num recurso que a direção de Nelson Pereira sempre insiste em manter, em todos os romances que tanto Baldo, quanto Lindinalva, vivenciam ao longo da juventude e da vida adulta (sejam eles fortuitos ou um pouco mais duradouros), ambos só conseguem dar continuidade ao imaginar um ao outro no lugar de seus parceiros; é como se para Baldo só existisse Lindinalva e para Lindinalva só existisse Baldo –ainda que eles nunca tenham conseguido, de fato, se envolver.

Uma nova tragédia –desta vez, a morte de Luigi que encerra sua vida numa noite em que, bêbado, tenta reencenar um número no trapézio, o mesmo onde anos antes perdeu a amada –afasta em definitivo Baldo do mundo do circo. Ele volta a morar nas proximidades de Jubiabá e de seu terreiro de umbanda, trabalhando como estivador no cais do porto quando os trabalhadores braçais tentam, à duras penas, organizar uma greve.

É nessas condições que Baldo reencontra Lindinalva agora com um filho pequeno e padecendo de severos males físicos e mentais, consequentes da vida que levou.

À sua maneira ácida e poética, o texto de Jorge Amado, em conjugação com a direção dramaticamente contundente de Nelson Pereira dos Santos estabelece uma trajetória na qual seu personagem principal descobre (de uma maneira um tanto torta) as três emoções mais básicas do ser humano: A magia do aprendizado; a descoberta do amor; e a conscientização política.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Bye Bye Brasil


 O encantador trabalho de Cacá Diegues é um comovente esforço para tentar levar às plateias brasileiras um Brasil normalmente incompreendido com suas características mais positivas e pitorescas enfatizadas. Há uma poesia que pulsa de cada detalhe, de cada cena, e que remete à influências bastante óbvias, sobretudo, Federico Fellini, também ele um apreciador inconteste do ambiente circense.

Acontece que mal dá pra se chamar de circo a precária Caravana Holidai –com “I” no final, e não “Y”! –um palco caindo aos pedaços acoplado a um caminhão que leva a cada cidade do sertão nordestino a trupe formada por Lorde Cigano (José Wilker, inspiradíssimo), Salomé (Betty Faria, no auge da beleza) e o homem forte Andorinha (Príncipe Nabor). A cada parada, o grupo se vale da lábia de Lorde Cigano, da formosura irresistível de Salomé e da mão-de-obra eficiente de Andorinha para levantar um dinheirinho com suas apresentações, o mínimo possível, que lhes permite continuar de cidade em cidade.

Vista de fora, é uma vida plena de liberdade –e talvez seja mesmo –desde que se faça vista grossa à escassez, aos apuros de beira de estrada, à carência de recursos. E é dessa forma, idealizada e romantizada, que o jovem Ciço (o cantor Fábio Júnior) enxerga isso: Ele pede a benção do pai, e parte estrada afora com a comitiva da Caravana Holidai, levando à tiracolo a esposa Dasdô (Zaira Zambelli), ainda grávida, e uma sanfona –o argumento que lhe comprou a entrada no grupo!

Lorde Cigano sonha que toda a precariedade que experimentam tem data de validade para acabar: Ele crê que, quando acharem o rumo para a cidade de Altamira, todos terão seus revezes compensados. Altamira surge, na dialética simbólica do filme, como um oásis, uma compensação aos apuros terrenos –é como Tar em “Fando & Liz”; como El Dorado em “Aguirre-A Cólera dos Deuses”; como a Cidade Esmeralda em “O Mágico de Oz” –um lugar de sonho e promessa, onde suas maravilhas ganham ainda mais cor e vivacidade à medida que a realidade ingrata leva os personagens a sonharem ainda mais com ela. Na esteira dessa busca insensata, Lorde Cigano perde a Caravana Holidai em uma aposta, o que leva Salomé –ao que tudo indica, não pela primeira vez... –a flertar com a prostituição a fim de carregar nos ombros a manutenção do grupo.

Conforme os personagens se defrontam com desilusões muito particulares –a chegada da TV naqueles confins do Brasil; o fantasma da pobreza a assombrar a tudo e a todos; os desencontros amorosos (Ciço se apaixona por Salomé que, por sua vez, o trata com terna indiferença, e até mesmo Dasdô tem um inesperado interlúdio com Lorde Cigano) –o filme de Diegues imerge no interior da Transamazônica, onde uma cultura de prostituição e bebedeira criou toda uma desolação terceiro-mundista que contamina a narrativa, tornando-a melancólica, desesperançada, cômica, exótica e reflexiva.

Na evocação desse cinema nacional apaixonante, inconfundível e genuíno, Cacá Diegues moldou o que provavelmente pode ser considerada sua obra-prima. Um trabalho sobre seres humanos no limiar de circunstâncias regionais e existenciais feito de amor incondicional que fascina mais a cada revisão.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Romance da Empregada


 Embora os anos 1980 –em especial, sua primeira metade –tivessem predominância da pornochanchada no circuito de cinema nacional, nunca faltaram diretores que levassem olhares distintos, dotados de comprometimento, à essa cena artística.

Ao lado de Carlos Reichenbach, Bruno Barreto foi um desses diretores cujo mérito foi moldar uma observação cheia de significado e propriedade da classe média-baixa de então; sua obra mais representativa nesse sentido é, até hoje, “Romance da Empregada”, estrelado por uma exuberante, inquieta e frequentemente espetacular Betty Faria.

Ela vive Fausta, empregada doméstica moradora de uma favela cuja rotina é pegar diariamente o trem numa estação, rumar para a Zona Sul onde trabalha limpando a casa de uma madame que não lhe economiza em desaforos (Tamara Taxman).

A vida de Fausta tem a textura vívida e corriqueira de tantas mulheres batalhadoras brasileiras: Tem um marido incorrigível, João (Daniel Filho) que só sai de sua inércia para encher a cara e pular a cerca com vizinhas desavergonhadas; frequenta as cabeleireiras para emular o corte de cabelo mais recente de Tina Turner (!); e mora num barraco lastimável sempre ameaçado de sumir numa enchente ao primeiro sinal de chuva.

A vida de Fausta é dura, e ela luta contra seus revezes dia-a-dia. No seu ir e vir na estação, ela –que, diga-se de passagem, é deliciosa num nível improvável para uma assalariada favelada, cortesia da beleza e da formosura de Betty Faria –chama a atenção do velho Zé da Placa (o fabuloso Brandão Filho) que, apesar de ter idade para ser seu pai, lhe conquista a atenção com mimos e presentes.

Fausta, cuja meta de vida era uma vã esperança de pagar um terreno e uma casa que a permitissem deixar seu marido imprestável e o barraco onde moram, enxerga em Zé da Placa uma oportunidade de, por meios tortos, alcançar seus objetivos –ou, pelo menos, alguns deles. Não obstante os comentários cheios de acidez e alguma maldade que brotam ao redor deles, Fausta e Zé da Placa constroem um, digamos, relacionamento. Ela se torna uma amiga bastante íntima dele, ciente do desejo atávico que o idoso expressa por ela, e desejosa de que ele, com o dinheiro que tem guardado, lhe ajude na casa e no terreno que quer comprar; nesse meio-tempo, Fausta usufrui dele as regalias de praxe que uma bela e jovem mulher pode arrancar de um senhor apaixonado e excitado com dinheiro –ela ganha presentes todos os dias, arrasta-o no forró com todas as despesas pagas (por ele!), vai à praia de Paquetá e assim por diante.

Enquanto isso, João sofre um acidente no trabalho e quebra o pé, o que o torna ainda mais inconveniente (e certamente mais descartável) aos olhos da nada tolerante Fausta.

Primeiro roteiro para cinema do dramaturgo Naum Alves de Souza –no qual identifica-se pequenas redundâncias de quem ainda está no começo –“Romance da Empregada” guarda lampejos inspirados na dinâmica de personagens à qual se dedica do início ao fim: Fausta –a protagonista cujo nome já remete à “Fausto”, de Goethe, poema onde o protagonista perpetra um pacto com Mefistófeles, a encarnação do mal –jamais esconde, em seus modos brejeiros e naturalmente brutalizados, o interesse, necessidade até, pelo dinheiro do qual o velho Zé da Placa dispõe e com o qual ela pode enfim melhorar de vida, embora hajam nela momentos de disposição e carinho genuínos. No retrato constante, empenhado e árido das celeumas domésticas, sentimentais, sociais e práticas que a personagem experimenta, e na atuação nunca unilateral de Betty Faria, Fausta jamais cai numa caricatura vilipendiada, ou numa pedante caracterização indefesa.

Ela pode ser interesseira, sim, mas também é genuinamente encantadora e carismática. Diante do acúmulo de problemas tão comuns ao povo brasileiro, Fausta reage com certa experiência e cinismo, mas também com destemor e alguma nobreza.

“Qualquer coisa... eu começo tudo de novo!” afirma ela, na sensacional cena final, em meio a uma enchente de propósitos muito alegóricos, onde tudo o que poderia acontecer de errado, acontece.

Um trabalho destituído da promiscuidade e do sexo que predominava na produção nacional de então, onde o diretor Barreto nutre excitação mesmo pelas interpretações dos atores em cena, e ostenta vulgor pela própria narrativa que constrói.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Anjos do Arrabalde

O diretor Carlos Reichembach, dos poucos cineastas brasileiros que deixava transparecer orgulhosamente em suas obras o seu apreço pelo cinema, tinha uma carreira conduzida com zelo e esperteza: Se por um lado ele mantinha uma atividade constante no nicho popular que abastecia o cinema nacional de então com recursos e expectadores (a pornochanchada que em seus áureos tempos levava multidões às salas), por outro, ele se permitia a realização de dramas contundentes que refletiam a vida comum nas grandes cidades.
Dessa louvável faceta, “Anjos do Arrabalde” é seu produto mais exemplar e admirável.
O filme se concentra em três protagonistas que têm em comum o fato de serem professoras primárias, e lecionar na Escola Municipal Luis Sergio Person (diretor de “São Paulo S/A”, homenageado numa das referências plantadas no filme).
Uma dessas protagonistas é Dália, vivida por Betty Faria. Em sua solteirice crônica, Dália vê sua vida servir para comentários alheios, nos quais os mais maldosos dão conta dela ser lésbica (!). Ela mora com Afonso (Ricardo Blat), seu irmão que, por sua vez, padece do vício em drogas.
Já, Carmo (Irene Stefânia) não tem a oportunidade exercer a profissão, uma vez que seu marido, um delegado de polícia com a mais retrógrada das mentalidades, obrigou-a a se demitir da escola pública, transformando-a numa dona de casa. Dessa forma, a única amizade que Carmo pode cultivar é com Ana (Vanessa Alves), uma manicure cujo namorado truculento e machista a estuprou.
A terceira protagonista do filme é Rosa (Clarisse Abujamra) cuja apatia e frigidez pelos objetivos pessoais não atingidos ela busca atenuar e contornar numa relação vazia e sem perspectiva com o diretor da escola, Soares (José de Abreu).
Ainda que nada econômico no que diz respeito à nudez e ao sexo –assim como ao escândalo também, uma vez que traz temas como assassinato, roubo, tráfico, estupro e incesto! –Reichembach fez uma obra de objetiva crítica social (ressaltando sua denúncia contundente dos comportamentos machistas registrados em quase todos os personagens masculinos do filme), além de um pertinente enaltecimento da figura feminina, em oposição a um obtuso tratamento como objeto sexual; essa união competente entre consciência, dramaturgia e entretenimento foi premiada no Festival de Gramado 1987 com os Kikitos de Melhor Atriz (Betty Faria) e Melhor Atriz Coadjuvante (Vanessa Alves); além de vários outros prêmios em outros festivais.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Dona Flor e Seus Dois Maridos

As expectativas para Flor (uma estonteante Sonia Braga) eram de uma vida normal e tranquila: Casar-se –de preferência com o extrovertido Vadinho (o ótimo José Wilker, em papel muito adequado), seu amado desde os tempos de juventude –e passar a cuidar do marido e dos filhos que teria com ele.
Entretanto, a vida não quis assim.
Essa é a premissa a partir da qual trabalha um dos mais emblemáticos filmes brasileiros já realizados; emblemático pelo reconhecido sucesso de bilheteria que obteve em 1976, e que até hoje o torna ainda lembrado pelo público, pelo retrato ardente, sensual e festivo que o diretor Bruno Barreto fez do Brasil em seu trabalho, e que evitou com habilidade, na medida do possível, os reflexos involuntários do cinema brasileiro da época (leia-se, a erotização excessiva que caracterizava as produções vindas da Boca do Lixo).
Não que o filme de Barreto não tenha lá a sua malícia; não podia ser diferente, já que ele adaptou uma obra de Jorge Amado, escritor dedicado a examinar as facetas tortuosas, vexaminosas, periclitantes e nada convencionais do ato de amar.
A vida de Flor toma um rumo diferente quando, durante uma farra madrugadal, Vadinho simplesmente cai morto (!), tornando-a viúva, ainda tão jovem e bela.
O tempo passa e, diante dos conselhos amigos, Flor decide aceitar o amor novamente, desta vez com um parceiro completamente diferente de Vadinho, na verdade, o seu oposto: Teodoro (Mauro Mendonça), o pacato e introvertido farmacêutico local.
Entretanto, como reza a narrativa cheia de gracejos e ironias de Jorge Amado, que o diretor Barreto se esforça paulatinamente para emular, a vida de Flor não terá sossego: Eis que o espírito de Vadinho volta do além, materializado como era antes (e somente o espírito, diga-se, nada de roupas!), e ávido por dar continuidade, mesmo que como fantasma, aos interlúdios românticos e desavergonhados que tinha com sua bela esposa quando ainda era vivo.
Flor vive, portanto, um imbróglio que é típico das armadilhas que os mais perspicazes e bem-humorados contadores de histórias costumam elaborar: É afrontada pela culpa do adultério em relação à Teodoro toda a vez que Vadinho, em sua libidinosa paixão lhe aparece (somente Flor é capaz de vê-lo e tocá-lo); mas, não deixa de sempre lembrar o detalhe que foi Vadinho seu primeiro marido e que, bem ou mal, é com ele que Flor encontra a paixão arrebatadora e lasciva que fica sempre apropriadamente de fora de seu virtuoso casamento com Teodoro.
Na visão tanto do escritor Jorge Amado quanto do diretor Bruno Barreto, Vadinho e Teodoro não são personagens que se antagonizam numa dinâmica de adultério ou de triângulo amoroso; são, na verdade, complementares nas facetas distintas do amor que provêm à Flor: Teodoro é todo doçura, proteção e estabilidade. E é também todo realismo na imagem que passa de um marido exemplar da vida real; Vadinho, por sua vez, é a febre, o destempero e o êxtase que vem com a paixão, é o avassalamento da excitação carnal e, num gesto tão sarcástico quanto reflexivo, ele é também o sobrenatural, o fantástico –e, talvez, o idealizado –a história na qual ninguém irá acreditar.
Flor até tenta se livrar dele, mas no fundo compreende que o desejo ardente que Vadinho lhe incita é tão essencial quanto a segurança que Teodoro lhe proporciona.
O amor, neste filme caloroso de Barreto, não necessita de rótulos, definições ou parâmetros –que bom que é com uma obra engraçada, apaixonada e excitante que ele vem a mostrar isso.