Mostrando postagens com marcador Emily Browning. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Emily Browning. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O Mistério das Duas Irmãs


Nesta refilmagem do sul-coerano “Medo”, imbuída de toda a redundância que o cinema americano volta e meia consegue evocar, é possível adivinhar, com alguma atenção, o grande plot-twist do filme já nos seus primeiros minutos: É praticamente a mesma reviravolta que ocorre, por exemplo, no clímax de “Boa Noite, Mamãe”.
Diante disso, o suspense e a tensão engendrados pela narrativa disputam uma batalha desde sempre perdida.
Anna (Emily Browning, de “Sucker Punch” e “Desventuras Em Série”) volta para casa após uma temporada num hospital psiquiátrico; o motivo logo é descortinado: A morte trágica de sua adoentada e combalida mãe em um incêndio.
Ao chegar e reunir-se com sua irmã Alex (a bonitinha Arielle Kebbel, de “Todas Contra John” e “American Pie-Tocando A Maior Zona”), Anna descobre que seu pai (David Strathairn) seguiu em frente e enamorou-se de Rachel (Elizabeth Banks), a própria enfermeira de sua mãe –o que deixa as duas irmãs com um gosto amargo na boca em relação a esse relacionamento.
Elas aproveitam seu tempo livre para reunir indícios, um tanto subjetivos (e não saber ocultar isso é um dos pecados da narrativa), de que Rachel pode não ser a pessoa confiável que aparenta.
Enquanto isso, Anna é frequentemente assediada por aparições que parecem ser espíritos mortos –o de sua mãe e outras vítimas que se incluem em sua investigação.
Uma vez que não assisti, eu não sei dizer até que ponto a trama deste filme corresponde à do filme original (que é considerado superior com unanimidade acachapante, e eu não duvido disso), mas o trabalho na direção dos estreantes The Guard Brothers, Charles (marido da atriz Felicity Jones) e Thomas, de certa forma negligencia a clareza de sua premissa sobrenatural –que eles próprios parecem desdenhar –para seguir um estilo que estranhamente se aproxima da abordagem de Stanley Kubrick em “O Iluminado” –a de que os fantasmas não passam de tormentos da mente –lembrando que essa postura ia contra o que o próprio autor Stephen King imaginava.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Beleza Adormecida

Recém-saída de “Sucker Punch-Mundo Surreal”, de Zack Snyder, a jovem e promissora atriz Emily Browning embarcou num projeto que certamente deve ter chocado aqueles que esperavam dela um pouco de cautela e bom comportamento: Ao contrário do que podem sugerir os títulos (o original e o nacional) deste “Sleeping Beauty” não há nada de contos de fadas aqui.
Emily interpreta Lucy, uma bela jovem inglesa que vive à duras penas na tentativa de manter-se financeiramente. Ela divide o aluguel com um casal de conhecidos que mal suporta, paga sua faculdade e ainda cuida ocasionalmente de um amigo todo esquisito. Para tanto, ela tem alguns serviços em escritórios e bares que mal lhe completam a renda (além de um ou outro programa noturno). É quando surge uma oportunidade para trabalhar –como diria Renato Russo –numa festa estranha com gente esquisita, onde garotas servem quase nuas um grupo de velhos ricos.
As circunstâncias parecem conspirar para impelir Lucy na direção da prostituição, contudo, não vem a ser bem esse o caso: À esse serviço logo segue-se outro ainda mais estranho; se topar, ela ganhará um bom dinheiro desde que participe de uma bizarra situação. Ela é sedada para que, adormecida, submeta-se a esses mesmos velhos num encontro erótico sem penetração.
Ela passa a praticar esses programas de submissão absoluta, basicamente dormindo e acordando sem saber o quê houve entre ela e seus ‘clientes’, contudo, aos poucos, uma curiosidade irreprimível começa a tomar conta de Lucy para descobrir o quê se passa nesses encontros.
A diretora Julia Leigh estabelece a alegoria dessas circunstâncias numa clara abordagem da submissão, escancarando sem muita sutileza o erotismo da premissa (as cenas onde os velhos sordidamente brincam, fascinados, com o lindo corpo nu de Emily são longas, esquisitas e redundantes), porém, negligenciando profundidade às outras tramas paralelas (a relação de Lucy com seus amigos, seus momentos de solidão, e os contratempos nos outros empregos) que transcorrem como se fossem mais distrações corriqueiras entre um programa e outro. Em termos cinematográficos, o resultado é um filme de arte tipicamente europeu na forma com que trabalha o registro dos comportamentos sexuais excêntricos, na lentidão por vezes deliberada da narrativa, e até na displicência com que conduz os elementos inerentes à sua história –que terminam fazendo do enredo algo vago, estranho e sem maiores explicações.
O filme não parece ter qualquer intenção de esconder que seu grande achado é mesmo mostrar a linda nudez da atriz Emily Browning (além de "Sucker Punch-Mundo Surreal", ela também havia feito, anos antes, quando era bem mais nova, o fantasioso “Desventuras Em Série”).

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Pompeia

Existem certos filmes que não têm a menor salvação. Para piorar, a impressão que nos passam, enquanto projetos, é de que algo muito promissor poderia surgir de sua idéia. Veja, por exemplo, “Pompeia”.
Sua trama ambienta-se às vésperas da lendária erupção do vulcão Vesúvio, quando chega à cidade que dá título ao filme (localizada nas proximidades) um jovem escravo do norte (Kit Harrington, o Jon Snow de “Game Of Thrones”, pagando um mico violento!) vendido aos senhores locais para lutar como gladiador numa arena onde terá como expectadores o vilanesco senador Corvo (Kiefer Sutherland, tão ridículo quanto o nome de seu personagem!), e seu grande amor, a jovem Cassia (Emily Browning), noiva do vilão.
Esta produção até tinha potencial para render algo interessante, com um apelo que unia o verniz épico de “Gladiador” ao elemento de romance-catástrofe de “Titanic” (E hoje em dia, é muito comum os estúdios fazerem esse tipo de associação para venderem seus projetos).

Mas ao invés disso, o diretor Paul W. S. Anderson (do descerebrado “Resident Evil”, também o quê vocês queriam?!) realizou um festival de equívocos, a começar pelo péssimo aproveitamento dos atores; difícil dizer qual está mais canastrão, Kiefer Sutherland (num dos personagens mais patéticos e afetados dos últimos tempos) ou Kit Harrington; além disso, conseguiram 'enfeiar' a normalmente bela Emily Browning (de "Sucker Punch"), passando por um roteiro vergonhoso.
Um verdadeiro fiasco.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Sucker Punch - Mundo Surreal

Como se mostrou habitual em seu cinema, o prólogo de “Sucker Punch” é de um virtuosismo que poucos diretores, além de Zack Snyder, são capazes de compor na tela –e o restante do filme que lhe segue não desmerece seu impacto.
Uma espécie de “Alice No País das Maravilhas” de abordagem em altíssima voltagem cinética e do ponto de vista dos lunáticos –e absolutamente pouco indicado à crianças –seu filme acompanha subjetivamente (mas, não do ponto de vista que inicialmente o expectador imagina) os percalços trágicos vividos por Babydoll (uma tentadora Emily Browning), vítima de abuso de seu padrasto e condenada por uma tentativa de assassinato do mesmo. A garota é enviada para um tenebroso hospício onde, junto das demais internas, planeja escapar. 
Ela tem três dias para elaborar seu plano, que é quando o cirurgião aparecerá para fazer-lhe uma lobotomia. Nesse tempo as jovens se empenham em obter a chave-mestra, um isqueiro para provocar um incêndio, e o mapa do local (fundamentais para sua fuga). 
Em cada empreitada, porém, suas mentes saem da realidade e vislumbram mundos fantásticos com samurais gigantes, zumbis nazistas, robôs, dragões e alienígenas (!).
Tudo isso pode ter, ou não, uma espécie de conexão com o desenlace final de sua busca por liberdade. 
O diretor Zack Snyder elabora um passeio vertiginoso por um mundo de sonhos nesse trabalho autoral amparado por seu estilo visual único onde ele reafirma o diretor que é: Um artesão absolutamente antenado com o que há de mais pragmático e iconoclasta na cultura pop. Tanto arrojo culmina numa cena finalmente inesperadamente emocionante –talvez a mais genuinamente emocionante cena de toda a carreira de Zack Snyder!
O resultado é intrigante, desigual e cult.