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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Garota da Vitrine

Muitos não sabem, mas o ator e comediante Steve Martin é também romancista. Sua obra, “Garota da Vitrine” é adaptada para cinema aqui, pelo diretor Anand Tucker (de “Hilary & Jackie”), e roteirizada por ele próprio que também interpreta um dos protagonistas.
A verve literária de Martin destoa da impressão que temos dele enquanto astro de cinema: O humor rasgado e físico é substituído por um lirismo elegante no trato carregado de sensibilidade para com as nuances do relacionamento. Essa verve é transposta com considerável fidelidade para o filme –certamente sua onipresença como roteirista e membro do elenco colaborou para isso.
A garota da vitrine que dá nome ao filme é Mirabelle Buttersfield, interpretada com a excelência de sempre por Claire Danes (hoje mais conhecida por sua presença na série “Homeland”). Vinda do interior de Vermont para a ensolarada Los Angeles, Mirabelle tem aspirações artísticas, mas quando a encontramos no início do filme ela nada mais é que a atendente de balcão da Saks, uma loja de departamentos de Beverly Hills.
Mirabelle sente-se medíocre, comum, inexpressiva, e assim a narrativa parece defini-la. Aos poucos, novas texturas vão sendo agregadas em sua vida –sobretudo, no que tange aos relacionamentos –e mais dela podemos assim vislumbrar: Ela conhece o jovem Jeremy (Jason Schwartzman) que apesar de inconveniente e esquisito não esconde seus sentimentos por ela.
Há uma certa carência que leva Mirabelle a relevar tudo o mais e se envolver com ele.
Logo em seguida, ela conhece Ray Porter (Steve Martin, num personagem despido de sua usual comicidade), mais velho e sofisticado homem de negócios.
Ele alimenta a vaidade dela cortejando-a com requinte e ostentação, e Mirabelle cede às suas investidas. Entretanto, Ray e Mirabelle têm visões diferentes do relacionamento que constroem: Ela quer solidez; ele, intensidade.
Um triângulo amoroso ameaça se desenhar: A relação com Ray carece de química, a com Jeremy, de empatia.
Contudo, quando Jeremy cai na estrada com uma banda de rock, o caminho para Mirabelle e Ray fica relativamente livre; o filme que Anand Tucker vai narrando não se prende à construção dos conflitos de sempre, ele prefere avaliar as circunstâncias.
Amparado na música melodiosa e triste de Barrington Pheloung, o que vemos durante a maior parte da duração são as idas e vindas do romance entre Mirabelle e Ray –as distintas percepções que experimentam; os contratempos ocasionados pela depressão dela; as dúvidas dele em contraposição às certezas dela; e, ao fim, a postura superficial dele que termina sabotando a relação –até Jeremy finalmente começar a ganhar mais alguma estatura na trama já perto dos vinte minutos finais.
É uma obra que paira sobre os gêneros de comédia romântica, romance e drama sem jamais mergulhar em definitivo em nenhum deles. Ainda assim, seu acerto na escolha da atriz principal (Claire Danes é tão encantadora quanto magistral) lhe garante uma capacidade insuspeita que capturar plenamente o interesse do público.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

As Horas

Adaptação de uma obra literária do escritor Michael Cunningham, ganhador do prêmio Pulitzer, este “As Horas” pode não ser meramente acessível a quem não tem idéia do exercício narrativo proposto naquele livro –e, por conseqüência, neste filme, dirigido com eficácia e alguma frieza por Stephen Daldry (do ótimo “Billy Elliot”).
Cunningham parte de uma dissertação na forma de três histórias complementares uma à outra que versam sobre a premissa embutida no livro “Mrs. Dolloway”, de Virginia Woolf (onde são relatadas as 24 horas de sua protagonista, uma organizadora de festas às voltas as obrigações detalhistas de seu trabalho e o pungente fantasma da depressão) –“As Horas” é, por sinal, o título que a escritora inicialmente almejou para sua obra.
Em Los Angeles nos anos 1940, a dona de casa depressiva Laura Brown (Julianne Moore, impecável), não por acaso, uma leitora do livro "Mrs. Dolloway", ao mesmo tempo que é negligenciada pelo marido obtuso e relapso (John C. Reilly) passa toda uma tarde considerando a idéia de suicídio, para a aflição de seu filho pequeno que aos poucos vai se dando conta da infelicidade inominável da mãe.
Já, em Nova York nos anos 1990, a metódica Clarissa Vaughan (Meryl Streep, em sua excelência de sempre) por sua vez a própria personificação da personagem do livro (ela também é organizadora de festas), prepara o evento do aniversário de seu melhor amigo, um artista plástico homossexual (vivido por Ed Harris) cuja saúde se acha deteriorada pela AIDS.
Enquanto que, numa afastada mansão da Londres dos anos 1920, a própria Virginia Woolf (Nicole Kidman, irreconhecível e vencedora do Oscar de Melhor Atriz), às voltas com o ainda manuscrito do próprio "Mrs. Dolloway" questiona suas orientações como escritora e como mulher.
O resultado desse empenhado esforço em depositar a relevância literária numa narrativa cinematográfica que agregasse também seu valor artístico, acabou rendendo um filme denso e difícil, debruçado sobre a irreprimível depressão de suas personagens. Nada, nem mesmo as ocasionais e espirituosas transições de uma trama para outra, são capazes de amenizar a carga dramática que ele emana, fazendo deste um trabalho um tanto quanto inacessível e desgastante.
Toda essa austeridade e compromisso fizeram uma bela campanha na temporada de premiações e no Oscar 2002 (ainda que o prêmio de Melhor Atriz para Nicole tenha sido a única honraria que de fato recebeu).
Em tempo: Foi realizada em 1997, uma adaptação do próprio “Mrs. Dolloway”, estrelada por Vanessa Redgrave e dirigida por Marleen Gorris (de “A Excêntrica Família de Antonia”).

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A Saga Exterminador do Futuro

O Exterminador do Futuro
Foi com este projeto que James Cameron saiu no início da década de 1980 do gueto precário e restritivo dos filmes de baixo orçamento –onde Roger Corman ainda reinava –e foi direto para as mega-produções que, nas décadas que se seguiram, ele próprio ajudou a definir.
Como trata-se da revelação do grande diretor James Cameron, ele consequentemente trabalha aqui com um orçamento muito mais barato do que aqueles com os quais ele se acostumaria. Vale lembrar que este filme também lançou o ator Arnold Schwarznegger, perfeito no papel de andróide do futuro.
Curioso notar que, mesmo em seus primórdios como realizador, Cameron manteve um estilo e uma estrutura artística que se revelam coesos em toda sua filmografia.
Em “Exterminador do Futuro”, ele vislumbra um mundo em larga escala, mais por meio da sugestão que do fato, suas inquietações, no entanto, estão todas lá: A via de mão dupla que representa a tecnologia; a mulher assumindo um papel proeminente no processo de sobrevivência; e um certo ciclo, tão lógico quanto inclemente, a impor um destino específico aos personagens.
Bem mais marcante que o herói perplexo e oscilante vivido por Michael Bein é, de fato, o andróide vindo do futuro, e com aparência humana, personificado de maneira memorável por Schwarzenegger –a sua compleição física truculenta, seu porte avantajado e sólido, sua fisionomia de traços fortes e quadrados, além da inflexão na voz (que ele sempre atribuiu ao sotaque austríaco) deram a ele uma forte e diferenciada presença de cena.
Denominado T-800, ele aparece em plena Los Angeles do ano de 1984 para dar cabo de uma jovem específica: Sarah Connor (Linda Hamilton, que depois casou-se com o diretor) futuramente será a mãe do homem predestinado a ser o líder dos humanos numa guerra apocalíptica contra as máquinas. No futuro de onde vem o T-800, tal guerra já se encontra praticamente ganha pela humanidade –daí o envio do T-800 ao passado representa assim o último recurso das máquinas para obter vitória. Para proteger Sarah, vem também do futuro, um jovem soldado humano, Kyle Reese (Michael Bein), oficial da mais extrema confiança de John Connor, o filho salvador que ela terá –e o nome desse personagem (que aqui nunca aparece) não só leva as sugestivas iniciais de Jesus Cristo, como também as do próprio James Cameron.
O embate entre o andróide assassino e o humano enviado para detê-lo é também a batalha que, por assim dizer, definirá o conflito.
Não é só em suas habilidosas cenas de ação que este cultuado filme dos anos 1980 se mostra um produto desigual: Ele o faz também com elementos de forte apelo mítico em sua premissa originalíssima para o então emergente cinema de ação; o lance mais notável talvez seja o enlace que confere simetria ao melindroso enredo de viagem no tempo –Kyle Reese, descobrimos, acaba sendo o próprio pai de John Connor, ao engravidar Sarah numa breve noite de amor antes do embate final com o andróide.
Esse peculiar detalhe acerca da inevitabilidade das trajetórias e tragédias humanas acrescenta um valor perene que eleva “Exterminador do Futuro” num outro patamar.

O Exterminador do Futuro 2-O Julgamento Final
Quando arregaçou as mangas para realizar uma continuação de seu sucesso de 1984, James Cameron já não era mais um jovem artesão tentando se provar aos olhos da indústria. Entre o primeiro e este segundo filme, ele provou que era capaz de dar continuidade em igual medida de qualidade à uma saga tida por genial, com “Aliens-O Resgate”, e ainda deu início a um hábito que se tornou freqüente, de embarcar em projetos que almejavam sucessivas inovações técnicas, com “O Segredo do Abismo”.
Em “Exterminador 2”, Cameron, portanto, tinha cacife, recursos e disposição para realizar o filme da maneira como sempre quis: Uma ficção científica de ação, onde os abalos sísmicos provocados pela alteração da viagem no tempo são tão demolidores quanto a destruição de fato que testemunhamos em cena.
A trama, passada agora no início dos anos 1990, finalmente coloca Jonh Connor em cena (bem interpretado pelo jovem Edward Furlong), e desta vez, os enviados do futuro são agora um robô avançadíssimo composto por metal líquido (da parte das máquinas), e um andróide tal e qual o do primeiro filme (desta vez, do lado dos humanos), para perseguir o agora adolescente John Connor, que no futuro –é sempre bom lembrar –será o líder dos humanos na guerra contra as máquinas.
Entretanto, o astro Schwarzenegger também já não era nenhum estreante quando deste segundo filme: Não havia muito sentido em colocar um dos mais populares astros do cinema atual como o vilão novamente, assim optou-se por uma inversão. Agora, um andróide T-800 (mesmo modelo do primeiro filme) foi programado para proteção e não para extermínio, restando ao excelente Robert Patrick, como T-1000 (notável em sua atuação gélida) a função de antagonista.
Todavia, Patrick tem um trunfo e tanto ao seu lado: Os 100 milhões de dólares em orçamento que James Cameron torrou (e que fizeram deste filme, à época, a mais cara produção da história) surgem em cenas de assombrosos efeitos especiais que reproduzem as mutações do T-1000 em um ser de metal líquido, um efeito fascinante.
James Cameron manipula com maestria os elementos que ele mesmo havia criado no primeiro filme para fazer desta seqüência um filme nunca menos que sensacional.

O Exterminador do Futuro 3-A Rebelião das Máquinas
A empresa que detinha os direitos da franquia do “Exterminador do Futuro”, a Carolco, veio à falência em algum momento dos anos 1990, levando à compra dos direitos de filmagens por outros produtores. O quê culminou, em 2003, com a realização de um terceiro filme da saga, desta vez, sem a intervenção de James Cameron, o quê deixo muitos fãs preocupados.
Contudo, a saída do diretor e criador da saga só não afetou a qualidade do filme por que ele foi substituído pelo competente Jonathan Mostow (dos ótimos “U-571-A Batalha do Atlântico” e “Break Down-Implacável Perseguição”). Hábil e visivelmente respeitoso com o material original, Mostow criou um desfecho brilhante que fechava as três produções em forma de trilogia, e apesar de contar com a ilustre (e necessária) presença de Arnold Schwarzenegger, foi sensato ao finalmente dar o protagonismo da história a John Connor (vivido com tamanho empenho por Nick Stahl que chega a deixar Edward Furlong no chinelo!): Quase dez anos depois dos eventos relatados no segundo filme, o jovem John Connor, já sem a companhia de sua mãe, Sarah, vive pelo mundo sem raízes e sem documentos que o tornem rastreável. Do futuro então, as máquinas enviam uma andróide avançadíssima –uma mescla dos inimigos dos dois filmes anteriores; um esqueleto robótico (como o T-800) revestido de metal líquido (como o T-1000) –interpretada pela bela e eficiente Kristanna Loken.
Sua missão: Exterminar jovens que serão oficiais de confiança do próprio John Connor, enquanto que a resistência envia um andróide modelo T-800 (Schwarzenegger novamente) para tentar protegê-lo.
Entretanto (e essa é, talvez, a grande sacada de gênio do roteiro deste terceiro filme), a batalha fatídica da humanidade contra as máquinas, na qual John Connor irá liderar os humanos, está próxima, muito próxima de se concretizar.

O Exterminador do Futuro-A Salvação
Ao mesmo tempo em que os direitos autorais da saga “Exterminador do Futuro” foram passando por diversos estúdios diferentes nas décadas de 1990 e 2000, a série também foi se tornando um ícone indissociável da cultura pop.
A quarta parte da série, agora sob o controle da Sony Pictures chegou aos cinemas polarizada entre esses dois extremos: De um lado, uma alteração radical das mentes e opiniões criativas no controle da produção, de outro, uma obra dona de uma legião de fãs cada vez maior e que gerava imensa expectativa em torno de sua realização –e pensar que o primeiro filme era uma obra de baixo orçamento...
Sem Schwarzenegger, que na época ainda era governador da Califórnia e não fazia mais cinema (embora tenha sido “homenageado” numa breve cena que o reproduz por computador), e sem qualquer contribuição de James Cameron (que só voltou a ter os direitos da saga em 2014 e produziu o péssimo “O Exterminador do Futuro-Gênesis”), a realização do filme foi confiada ao diretor McG (de “As Panteras”) que apressou-se em afirmar que o novo “Exterminador” não seria nada parecido com seu filme anterior.
De fato, este novo filme busca uma abordagem de ação sem firulas e sem humor, onde se nota um cuidado redobrado para preservar uma visão aproximada com a de James Cameron. O problema era que McG não via o terceiro filme com bons olhos, e deu à este quarto uma orientação que o levava a um outro rumo: A guerra contra as máquinas, incessantemente citada nos três filmes anteriores, torna-se aqui realidade. O ano é 2018 e os humanos sobrevivem como fugitivos nas cidades destruídas, perseguidos por uma infindável variedade de máquinas exterminadoras –e essa premissa da maneira como é trabalhada aproxima este quarto filme também de outro clássico dos anos 1980, o futurista e distópico “Mad Max”.
Nesse mundo desolado, alguns soldados ao redor do planeta compõem a "resistência", que visa derrotar as máquinas. Em meio a isso tudo, John Connor (Christian Bale, pouco a vontade no papel) desponta como um líder quase profético. Ele busca pelo jovem Kyle Reese (vivido pelo saudoso Anton Yelchin), consciente de que este será seu pai quando enviado para o passado.
Durante todos esses eventos, surge o misterioso Marcus Wright (Sam Worthinton, de “Avatar”, o verdadeiro herói deste filme), que guarda um desconcertante segredo e pode ser a resposta para algumas perguntas não respondidas desta saga.

Ainda que cheio de boas intenções, “A Salvação” é facilmente o filme mais problemático dentre os quatro primeiros –nem dá para comparar com a catástrofe que é “Gênesis”! –sendo que a direção de McG e sua incapacidade de dirigir atores a contento (algo que Cameron fazia muito bem) desequilibram por completo a dinâmica entre a condução da trama e as cenas de ação.

domingo, 26 de março de 2017

Reviravolta

De vez em quando, o diretor Oliver Stone gosta de dar um tempo nas pretensas especulações políticas e históricas de suas produções e fazer um filme só para se divertir. Em 2012, quando isso lhe ocorreu, o resultado foi o mediano “Selvagens”, anos antes, em 1997, um rompante parecido com esse aconteceu, e ele realizou este um pouco esquecido “Reviravolta”.
Num ímpeto de irmanar-se ao cinema comercial norte-americano a que pertence, Stone criou uma narrativa nos moldes do film noir que sua geração apreciou, mais embutiu nele seu gosto pessoal por texturas despojadas e mundanos, seu senso de urgência e realismo, sua visão particular do próprio cinema –refletidos nas mesmas convulsões de câmera que testemunhamos no esquizofrênico “Assassinos Por Natureza”.
Diretor renomado que é, Stone atraiu um elenco dos mais notáveis para seu projeto: Billy Bob Thornton, Jon Voight, Joaquim Phoenix, Claire Danes, Nick Nolte, Jennifer Lopez, Sean Penn.
É esse último que responde pelo protagonista, um trambiqueiro que transporta uma fortuna por uma estrada poeirenta da fronteira entre os EUA e o México, a mando de algum chefão do crime.
Ele pára numa cidadezinha desolada para consertar o carro e, quando o dinheiro lhe é roubado, seus problemas começam a se acumular um a um, em ritmo e lógica quase desafiadores.
O estilo noir até que cai bem em Oliver Stone nos melhores momentos deste filme –ele se vale de sua irrestrita predileção por motivações ambíguas para narrar viradas pontuais na trama com naturalidade, sem no entanto, privar o expectador do espanto (e isso se percebe, sobretudo, na personagem de Jennifer Lopez, esposa do milionário interpretado por Nolte, que se revela a “femme fatale latina” deste filme, em sua segunda metade) –nos piores momentos, porém, tudo o que faz de Stone um diretor insuportável se faz presente em seu filme: Os atores, ainda que bem dirigidos, reagem com cacoetes desagradáveis e degradantes, característicos da visão excessivamente mundana que ele impõe aos personagens. Sua vontade de chocar o expectador e oferecer um sopro de renovação por meio do mais árido dos registros não raro exagera no teor, resultando questionável.
Tornados amantes pelas circunstâncias, mas impossibilitados de confiar um no outro pelos detalhes, os personagens de Penn e Lopez fogem com o dinheiro no desfecho do filme, mas terminam vítimas da própria tendência em querer estar em vantagem sobre o outro. Stone mescla tragédia e comédia nesse desenlace, assim busca mesclar seu cinema peculiar e ácido com um cinema de orientação mais comercial numa obra onde essas duas metades nem sempre se harmonizam –ainda que a montagem, a fotografia e a trilha sonora (de Ennio Morricone) sejam exemplares.

Como diz o personagem de Jon Voight em um determinado momento:
“Suas mentiras são velhas. Mas, você as conta muito bem.”